
Cíntia Rezende
Especial para o SETE DIAS
Mesmo com um aumento gradual do número de casos confirmados de dengue, Sete Lagoas comemora a redução do número de pessoas com a doença, na comparação com a mesma época do ano passado. Na prática, são 86 casos registrados até o momento contra 124 em 2009, número que de acordo com a coordenadora Municipal de Controle da Dengue, Maria José Torres, ainda é considerável, mas já sinaliza uma mudança em relação aos hábitos da população local. “As pessoas estão participando mais e estão mais atentas em relação à dengue”, avalia.
Maria José relata que há dias participou de uma reunião realizada pela Secretaria de Estado da Saúde onde estiveram presentes Francisco Lemos, superintendente Estadual de Saúde e membros da saúde local em que foram discutidos os índices da doença em todo o país. De acordo a coordenadora, constatou-se que Sete Lagoas está respondendo positivamente às políticas de combate à doença. “Este avanço do número de casos na cidade é devido à época de chuva seguida da seca, o que acaba por tornar o ambiente mais propício à proliferação do vetor da doença” explica.
Maria José disse que os dados são positivos também em âmbito nacional, pois está ocorrendo um avanço da contaminação no país. “Tem cidade em que o número de pessoas com dengue aumentou mais de 100%”, frisa.
No encontro em Belo Horizonte, além das discussões sobre os índices da doença, a coordenadora afirmou que pediu um reforço do Estado para a divulgação de peças publicitárias sobre a campanha local em outras emissoras.
A coordenadora explicou que o rapaz de 27 anos, natural de Paraopeba, que faleceu no dia 25 de fevereiro, com suspeita de dengue hemorrágica, não era morador da cidade e foi internado no Hospital Nossa Senhora das Graças com suspeita da doença. Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a Vigilância Epidemiológica do Município de Sete Lagoas aguarda resultado do exame que confirme a causa do óbito pela doença. Maria José ressalta que a cidade geralmente recebe pacientes de municípios vizinhos. “Não vamos esconder casos de dengue hemorrágica porque quanto mais a gente falar e conscientizar as pessoas, melhor será o combate a dengue”, afirma.