Jornal Sete Dias

Sete Lagoas, 24 de Novembro de 2014
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Sindicato teme por futuro de metalúrgicos da Tecnosider

Celso Martinelli

O processo enfrentado pelo ex-diretor do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Humberto Candeias, por suposta participação na “Máfia do Carvão” pode atingir trabalhadores da Tecnosider. Com fortes ligações com Sete Lagoas, ele é apontado como o dono da empresa, avaliada em R$ 26 milhões. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Ernane Geraldo Dias (foto), teme que o complexo industrial tenha suas atividades travadas enquanto durar o processo, comprometendo o dia a dia de mais de 200 trabalhadores que hoje lá trabalham.
O processo, que está em fase de investigação, tem à frente o promotor do Ministério Público Estadual, Rogério Filippetto. Foram ajuizadas quatro ações civis públicas e quatro ações criminais contra Candeias e outros oito réus. Todos são acusados de envolvimento em esquema de corrupção no desmatamento ilegal para a produção de carvão. A Tecnosider teve o valor de sua planta industrial bloqueado por uma liminar deferida pela 3ª Vara da Fazenda do TJMG. O MPE quer que os réus devolvam R$ 39 milhões aos cofres do Estado.
Ernane Dias teme que a siderúrgica pare. “Em processos semelhantes o promotor Rogério Filippetto já fechou siderúrgicas em Sete Lagoas. Foram os casos da Usipar, VM Fundidos, Siderlagos – até hoje os trabalhadores não receberam a rescisão contratual – e a Insivi. Respeitamos demais o trabalho do MPE, mas não há preocupação com a situação dos empregados que, depois, não têm para onde ir”, afirma o sindicalista.
O promotor Rogério Filippetto declarou ao jornal O TEMPO, de Belo Horizonte, que a siderúrgica já estava há um bom período com Humberto Candeias. “Ela foi autuada porque participava de um esquema de fraudes de carvão de mata nativa de forma irregular, diante de diversas autuações. Ela operava de forma irregular porque comprava carvão de origem ilícita e aqueles responsáveis por sua fiscalização compraram a empresa participando de esquema ilícito de compra de carvão”, disse o promotor ao jornal.

Nos documentos, a Tecnosider pertence a Sérvulo Figueiredo Godoy, ex-chefe de gabinete de Candeias, e tem como sócia Fátima Figueiredo Paulo Guilerme. Os dois seriam “laranjas” e Humberto o verdadeiro dono.
Para Ernane Dias, o setor passa por dificuldades. Segundo ele, duas siderúrgicas – as quais não quis citar o nome no momento – estão com dois meses de salários atrasados. “O forno de uma delas chegou a ser desligado. Existe expectativa de surgir novos negócios, mas não está fácil”, afirma.

Celso Martinelli

O processo enfrentado pelo ex-diretor do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Humberto Candeias, por suposta participação na “Máfia do Carvão” pode atingir trabalhadores da Tecnosider. Com fortes ligações com Sete Lagoas, ele é apontado como o dono da empresa, avaliada em R$ 26 milhões. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Ernane Geraldo Dias (foto), teme que o complexo industrial tenha suas atividades travadas enquanto durar o processo, comprometendo o dia a dia de mais de 200 trabalhadores que hoje lá trabalham.
O processo, que está em fase de investigação, tem à frente o promotor do Ministério Público Estadual, Rogério Filippetto. Foram ajuizadas quatro ações civis públicas e quatro ações criminais contra Candeias e outros oito réus. Todos são acusados de envolvimento em esquema de corrupção no desmatamento ilegal para a produção de carvão. A Tecnosider teve o valor de sua planta industrial bloqueado por uma liminar deferida pela 3ª Vara da Fazenda do TJMG. O MPE quer que os réus devolvam R$ 39 milhões aos cofres do Estado.
Ernane Dias teme que a siderúrgica pare. “Em processos semelhantes o promotor Rogério Filippetto já fechou siderúrgicas em Sete Lagoas. Foram os casos da Usipar, VM Fundidos, Siderlagos – até hoje os trabalhadores não receberam a rescisão contratual – e a Insivi. Respeitamos demais o trabalho do MPE, mas não há preocupação com a situação dos empregados que, depois, não têm para onde ir”, afirma o sindicalista.
O promotor Rogério Filippetto declarou ao jornal O TEMPO, de Belo Horizonte, que a siderúrgica já estava há um bom período com Humberto Candeias. “Ela foi autuada porque participava de um esquema de fraudes de carvão de mata nativa de forma irregular, diante de diversas autuações. Ela operava de forma irregular porque comprava carvão de origem ilícita e aqueles responsáveis por sua fiscalização compraram a empresa participando de esquema ilícito de compra de carvão”, disse o promotor ao jornal.

Nos documentos, a Tecnosider pertence a Sérvulo Figueiredo Godoy, ex-chefe de gabinete de Candeias, e tem como sócia Fátima Figueiredo Paulo Guilerme. Os dois seriam “laranjas” e Humberto o verdadeiro dono.
Para Ernane Dias, o setor passa por dificuldades. Segundo ele, duas siderúrgicas – as quais não quis citar o nome no momento – estão com dois meses de salários atrasados. “O forno de uma delas chegou a ser desligado. Existe expectativa de surgir novos negócios, mas não está fácil”, afirma.