DA CORRESPONDÊNCIA
Recebi matéria oriunda da assessoria de imprensa do Ministério da Pesca,dizendo que o ministério suspendeu 79 mil carteiras de pescadores em todo o país por vários motivos, grande parte em razão de irregularidades como o não exercício da pesca como meio de subsistência.
Por sua vez, o leitor Cláudio José Gontijo enviou reprodução de texto do Projeto Manuelzão o qual, a duras penas, vem lutando para despoluir o Rio das Velhas, apesar da teimosia de cidades da bacia, como Sabará, Sete Lagoas e tantas outras que insistem em jogar esgotos no leito do legendário “caminho dos Bandeirantes”. Os assuntos acima terão destaque proximamente.


RESPEITO À NATUREZA
A abertura da temporada de pesca amadora e “profissional” não significa que podemos sair por aí matando peixes a torto e a direito. Pelo contrário, temos que estar devidamente licenciados e respeitar os tamanhos mínimos e a quantidade máxima permitida para captura. Pedrinho lá em cima abriu as torneiras, os rios estão cheios e as esperadas enchentes de São José ou “das goiabeiras” teem a missão de ligar os rios às lagoas marginais, permitindo aos peixes, nelas retidos, alcançar o seu habitat natural nos cursos dágua aonde vão crescer e procriar, seguindo os ditames da sábia Mãe Natureza.


POLÍCIA AMBIENTAL
Vamos precisar do máximo de empenho dos abas-largas fiscalizando rios, acessos a pesqueiros, rodovias e locais de venda do pescado, justamente agora na abertura da temporada, quando muitos entendem que podem armar grozeiras, pindas, caçadores, linhadas, anzóis múltiplos, sob a expectativa de que os rios estão com mais peixes e quem for na frente vai abarrotar a geladeira. Nada disso. Os estoques estão diminutos e, se continuar esse pensamento predatório e egoísta, ano que vem poderemos ter a escassês completa. Faço um apelo à Polícia Ambiental para que redobre a fiscalização neste início de temporada e dê duro em cima dos gananciosos. Claro que nem todos procedem dessa maneira e os pescadores, verdadeiros desportistas, devem receber louvores e até serem credenciados como agentes auxiliares da pesca, como alguns o foram em saudosa época.


É PRECISO DENUNCIAR

Nas constantes andanças pelos sertões, percorrendo margens de rios, lagos ou represas, os pescadores sempre deparam com infrações ou crimes ambientais os quais devem ser denunciados à autoridade competente. Atualmente, é possível fazer a denúncia, sem que a identidade do informante seja revelada, devendo ser fundamenta nos detalhes do fato: hora, local e tipo de infração presenciada na pesca amadora ou profissional predatória, na devastação florestal ou poluição do ambiente, ficando a cargo da autoridade a sua apuração.


NOTÍCIAS E FOTOS
Entregue na redação do jornal ou envie setedias@setedias.com.br. Podem ser notícias e fotos de pescarias novas ou antigas. Por hoje é só. Até a próxima!