“O Espiritismo matou a morte"

17/10/21 - 12:48

Aloísio Vander

Para que o leitor entenda melhor esta afirmativa, reproduzimos aqui um texto de Allan Kardec:

“A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as fases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. Os motivos dessa confiança decorrem, outrossim, dos fatos testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade. (...)

Não mais permissível sendo a dúvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte; encara-se a sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação pela porta da vida e não do nada.” (O Céu e o Inferno, 1a Parte, cap. 2.)

Aí está! O Espiritismo rompeu as fronteiras entre o mundo material e o espiritual. Hoje, sabemos o que se passa “do lado de lá”. Temos a certeza do que nos aguarda após a morte: a continuação da vida, tal qual a vivemos na Terra. Todos nós encontraremos, no Além-túmulo, aquilo que insistentemente perseguimos aqui na Terra.

Assim, finalmente compreendemos a assertiva do Cristo: “A cada um segundo as suas obras.”