A diferença entre os “Ronaldos” mais famosos do mundo

10/09/21 - 15:48

Ronaldo. 1993
Ronaldo. 1993

CHICO MAIA

Todos os dias, Procópio Cardozo publica ótimas fotos, normalmente, bem antigas, no twitter. Esta semana postou essa, do Ronaldo  “fenômeno”. @procopiocardozo: “Ronaldo. 1993.”

Retwitei e comentei lá:
@chicomaiablog: Lembro bem quando ele chegou, raquítico. Eu era repórter da Band. O Cruzeiro cuidou muito bem dele, em todos os aspectos e o deixou 100% preparado para se tornar o “fenômeno” que se tornou. Pena que ele nunca reconhece isso, devidamente, nas entrevistas que dá até hoje. Pelo contrário!

Me lembrei do que escrevi semana passada sobre o documentário da Netflix sobre o outro Ronaldo famoso, o Cristiano, que acaba de mostrar em atitudes, que é o craque também fora de campo, mostrado pelo documentário. Estava tudo certo para que ele fosse para o Manchester City, o que seria uma punhalada no coração dos torcedores do United, clube que investiu nele, buscando-o no Sporting de Lisboa, 12 anos atrás. Negócio praticamente fechado, cifras milionárias e muitos telefonemas de ex-colegas dele do Manchester United, que o alertaram: “… o lugar que você construiu na história dos Red Devils será danificado para sempre, caso aceite vestir a camisa do maior rival…”. Ligou para o Jorge Mendes, seu procurador de sempre e tudo mudou. Acertou o seu retorno ao ninho, ganhando até menos.

Me lembrei também do comentário feito aqui no meu blog pelo Alisson Sol, sobre o documentário do CR7 e do comportamento extracampo do Ronaldo Nazário, completamente oposto. E ele pôs um link de postagem minha, aqui, no dia 15 de dezembro de 2015. Vale a pena ler de novo:

“Troféu Óleo de Peroba do ano vai para Ronaldo, que continua “fenômeno”!”

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Vi esta charge do Duke, no Super Notícia, e me lembrei da última entrevista do ex-jogador. Um antigo ditado popular continua verdadeiro e certamente terá validade eterna: “Quem faz a fama deita na cama”. O ex-centroavante Ronaldo Nazário é um bom exemplo. Fenomenal como jogador, continua fenômeno fora de campo em marketing pessoal, bobagens ditas ao vento e hipocrisia. Um verdadeiro canastrão, cara de pau!

Nos tempos em que jogava nunca assumiu nenhuma posição a favor da categoria. Antes de parar já demonstrava a sua aptidão para os negócios e se tornou empresário de todas as atividades possíveis, desde que rendam muito dinheiro. Quando parou com a bola, uma das primeiras ações foi entrosar com cartolas e políticos influentes nos bastidores. Muitos, nada recomendáveis. Virou até membro do Comitê Organizador da Copa, abençoado por Ricardo Teixeira. Agora, dá porrada no padrinho e na turma que ele deixou em seu lugar no comando da CBF. Zé Maria Marin, preso; Del Nero, sob risco, acuado, doido para curtir uma mordomia em lugar paradisíaco no exterior, mas não pode pisar em nenhum aeroporto internacional.

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Como dizia, lá em Rio Casca, o sábio Murilo de Paula, “Nhô”: “Com a onça morta, cachorro mija no couro”. Fenômeno de ingratidão. Aliás, gratidão nunca foi uma marca do Ronaldo, que foi bem lançado e muitíssimo bem tratado pelo Cruzeiro e nunca reconheceu isso publicamente. Pelo contrário; andou foi falando bobagens sobre os seus tempos na Toca e em Belo Horizonte.

E a imprensa, ávida por audiência, custe o que custar, abre todo espaço que ele quiser para jogar coisas no ventilador. A fama conquistada como grande jogador lhe dá esta abertura e espaços.

Dizia Leonel Brizola que “os menores seres humanos não são os anões; são os ingratos”.

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Os cartolas padrinhos do Ronaldo estão sentindo isso na pele agora.

Ainda bem que atualmente temos memória eletrônica, para ajudar a melhorar a memória do brasileiro, que antes era acusado de ter “memória curta”. Vejam esta “Carta Aberta”, endereçada a ele, em 28 de maio de 2014, às 20h05, pelo jornalista paulista Luis Augusto Símon, o Menon:

* Carta aberta a Ronaldo Nazário de Lima

“Ora, Ronaldo, você estava lá, no dia em que o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa. Estava com Paulo Coelho, com Lula, com Aécio Neves e Eduardo Campos.

http://blog.chicomaia.com.br/2015/12/15/trofeu-oleo-de-peroba-do-ano-vai-para-ronaldo-que-continua-fenomeno/

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Parceiro do SETE DIAS há 30 anos na distribuição e entrega do jornal, Zé Élio foi levar o abraço à queridíssima Ilda, dona da banca mais famosa da cidade (na Praça Alexandre Lanza), que completou semana passada, 86 anos de idade, muito bem vividos. Ela se aposentou, mas continua ligada em tudo o que acontece na cidade. Madrinha da Marília, da prestigiadíssima Praça da Feirinha.

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