Sobre o colar de âmbar para crianças

06/08/21 - 07:23

Dr. Juliano Roque

Provavelmente você que é pai ou mãe de criança pequena já deve ter ouvido falar sobre o famoso colar de âmbar e todas aquelas funcionalidades que ele promete, não é mesmo? 

Muitos pais e mães aderem ao uso do colar de âmbar, alguns por acreditarem numa possível melhora do sistema imunológico do bebê, outros por indução e outros por achar “bonitinho” mas de antemão aviso a você, é preciso ter cuidado!

Você sabia que o verdadeiro âmbar é encontrado principalmente na região dos países Bálticos, que ficam no norte e nordeste da Europa? E que nesse âmbar encontra-se o ácido succínico, que segundo os produtores dos colares (verdadeiros e originais), trata-se de um composto químico natural capaz de fortalecer o sistema imunológico, estimular o sistema nervoso e melhorar a atividade metabólica? Por isso, dizem que o âmbar atua como analgésico e anti-inflamatório naturais.  Alguns dizem também que ajuda nos sintomas de erupção dos dentinhos. No entanto todas essas informações são controversas.

 Na internet, os vendedores e alguns pais relatam que o colar, quando em contato com a pele da criança, libera gradativamente certa quantidade de ácido succínico, ajudando especialmente na fase de erupção que é o nascimento dos dentes decíduos (dentinhos de leite), aliviando a sensação dolorosa e desconfortável, como o inchaço da gengiva e a irritabilidade do bebê.

Enquanto alguns pais dizem que o colar de âmbar ajuda os filhos nesse período de erupção, importante salientar que NÃO há comprovação científica de sua eficácia. Não há nenhuma pesquisa científica que mostre a sua eficácia, o que existem são experiências e relatos pessoais. Trata-se de um método natural sem comprovação científica alguma. Deste modo, a Associação Brasileira de Odontopediatria tem como posicionamento oficial a NÃO recomendação do colar de âmbar. 

Se caso você pai ou mãe optar por usar, preste muita atenção às medidas de segurança: O fio deve ter um nó entre cada conta ou pedra. Assim, em caso de ruptura, apenas uma pedra sairá; em qualquer idade, o colar deve ter entre 33 e 36 cm, para não ficar apertado nem frouxo, pois há risco de estrangulamento; pelo mesmo motivo, recomenda-se tirar durante o banho e para dormir; o fecho deve ser de rosquear e coberto por âmbar, para que o bebê não consiga abrir.

Deixo claro e evidente que não temos comprovação cientifica para o uso do colar de âmbar. Procure um Odontopediatra e saiba como passar por esse momento com mais tranquilidade e segurança.

Deste modo, a Associação Brasileira de Odontopediatria tem como posicionamento oficial a NÃO recomendação do colar de âmbar. 

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