Atlas da Violência 2026 coloca Sete Lagoas na 15ª posição entre cidades mineiras com maior taxa de homicídio

O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) coloca Sete Lagoas na 15ª posição entre as cidades mineiras com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes, registrando 45 casos. Os dados são referentes ao ano de 2024.

Foto: acervo SETE DIAS
Foto: acervo SETE DIAS

O município figura à frente de cidades de maior porte populacional, como Uberlândia, Montes Claros, Juiz de Fora e Divinópolis. A lista é composta majoritariamente por municípios da Grande BH, com exceções como Governador Valadares (1º), Teófilo Otoni (3º), Ubá (5º), Itabira (9º), Coronel Fabriciano (13º) e Ipatinga (14º).

O Atlas considera como homicídios registrados os óbitos por agressão, intervenção legal e operações de guerra contabilizados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Além disso, o estudo calcula os chamados homicídios ocultos, estimados por metodologia estatística para identificar mortes violentas que podem não ter sido classificadas oficialmente como homicídio.

Em âmbito estadual, Minas Gerais apresentou aumento de 25% na taxa estimada de homicídios entre 2023 e 2024, encerrando o período com 18,5 por 100 mil habitantes. Apesar do crescimento, o índice ficou abaixo da média nacional, de 23,4.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) contestou a metodologia do Atlas, afirmando que os dados utilizados diferem dos registros oficiais das forças de segurança. Segundo a pasta, o estudo considera Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI), enquanto os números oficiais apontam redução de 20,34% nos crimes violentos entre 2024 e 2025, incluindo queda nos homicídios consumados (-12,44%) e tentados (-21,11%).

O SETE DIAS publicou na última semana dados da 19ª Região de Polícia Militar que reforçam essa tendência de queda. Em Sete Lagoas e região, os homicídios consumados caíram de 79 em 2024 para 46 em 2025, uma redução de 47%, evidenciando avanços no enfrentamento à criminalidade.