Editorial – Uma semana!

Dentro de uma semana teremos a oportunidade de mudar o país. Para melhor ou para pior. Há uma legião de eleitores que sempre vota na oposição, independentemente de viés ideológico, na esperança de cenários mais positivos, pela saudável alternância de poder ou por puro descontentamento com os eventuais ocupantes das cadeiras, do Planalto e dos palácios estaduais.  

Consideramos que essa legião tem razão, especialmente pelo que estamos vivendo em Minas e no Brasil. No plano nacional, economia estagnada, criminalidade batendo recordes, corrupção idem e o pior: insegurança jurídica, já que a nossa suprema corte virou um “faroeste”, onde a politização chegou a tal ponto que há ministros rotulados como partidários da situação e da oposição. E não sem razão!

Pena que as pesquisas eleitorais não estejam dando sinais de que poderemos ter uma terceira via, mas os dois turnos existem é para isso mesmo. Quando a mudança se mostra urgente, que o voto seja naquele em que haja uma mínima esperança que for.

Lamentável, também, que não haja nenhuma mulher na disputa presidencial, e que o cenário das candidaturas aos parlamentos estaduais e federal seja o mesmo de sempre. Onde elas têm sido protagonistas, nas iniciativas pública e privada, os resultados são os melhores possíveis, com raríssimas exceções. Nesse contexto, vejam essa nota na coluna de um dos mais veteranos e respeitados jornalistas políticos do país, Elio Gaspari, em  O Globo de domingo, 20: “Com o Supremo atolado na crise, importa registrar que em 218 anos de existência o Supremo Tribunal Federal só teve três mulheres: Ellen Gracie, nomeada em 2000 por Fernando Henrique Cardoso; Cármen Lúcia, nomeada por Lula 1.0; e Rosa Weber, nomeada por Dilma Rousseff. Nenhuma das três envolveu-se em farofas ou episódios nebulosos.”

No plano regional, votemos nos candidatos acessíveis, de contato mais rápido de todos nós, da cidade e região. Mais fáceis de ser cobrados, por exemplo, por soluções como dessa BR-040 e da MG-424, de Sete Lagoas a Belo Horizonte e de tantas outras demandas que um deputado sério e competente pode ajudar a resolver.