Após entrevista de Kalil ao SETE DIAS, Douglas Melo rebate críticas sobre Hospital Regional de Sete Lagoas

Foto: Arquivo/ 7 DIAS NEWS

Em vídeo divulgado nas redes sociais nessa quarta-feira (30), o prefeito de Sete Lagoas Douglas Melo (PSD), rebateu as declarações do ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), a respeito do modelo de gestão e financiamento do recém-inaugurado Hospital Regional. O chefe do Executivo sete-lagoano assegurou a legalidade da operação, garantindo que o custeio da unidade de saúde está totalmente blindado por um acordo firmado com o Governo de Minas, sob a mediação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e homologado formalmente em maio de 2026.

Douglas respondeu com ironia aos questionamentos sobre a abertura progressiva dos leitos hospitalares, sugerindo que o crítico desconhece os processos práticos de gestão hospitalar de grande porte: “Era só ter me perguntado, Kalil, que você ia saber como a gente fez para abrir o hospital”, alfinetou o prefeito. Como argumento, ele relembrou que o Hospital do Barreiro, inaugurado na capital mineira durante a gestão do próprio Kalil, também precisou iniciar suas atividades por etapas devido à complexidade técnica e financeira que envolve o setor de saúde.

O posicionamento do atual prefeito ocorreu após uma manifestação de Alexandre Kalil em entrevista concedida ao SETE DIAS também nessa quarta (30). Na oportunidade, o ex-prefeito da capital criticou o formato de custeio adotado para a estrutura de Sete Lagoas, apontando que o município não teria condições de manter o hospital de forma isolada sem uma pactuação tripartite direta com o governo federal.

Críticas de Kalil

Na entrevista, Kalil também chegou a classificar a recente abertura da unidade como uma suposta “manobra eleitoreira” ligada ao candidato a reeleição pelo PSD Mateus Simões, na qual Douglas Melo é correligionário. “Abriram um hospital daquele tamanho para atendimento ambulatorial apenas para o debate da Globo. Então, entraram na onda eleitoreira com uma coisa muito séria, que é a saúde do povo do Brasil. [O governador Mateus Simões] Não tem condição de gerir, não tem condição de pegar um avião e sentar com um parceiro, que é o governo federal, que chama de bandido, agiota, sem vergonha”, completa. Para o postulante ao Palácio Tiradentes, o Hospital Regional de Sete Lagoas deveria ser custeado entre os governos federal, estadual e municipal, sendo a União responsável por ficar com a maior parcela.