CHICO MAIA – Chegando a hora

A partir de agora é vencer ou vencer. Empate no tempo normal dá prorrogação e pênaltis. No “mata-mata” não tem perdão e quem perder volta pra casa. A seleção brasileira joga a segunda fase (16 avos de final), segunda-feira, às 14 horas, em Houston, a 2.620 Km de Nova Iorque, 300 Km a menos que de Belo Horizonte a Fortaleza, por exemplo.

Vencendo, retorna depois do jogo para Nova Iorque/Nova Jersey, para as oitavas de final. Perdendo, volta para o Brasil.

Encontrando o time

Carlos Ancelotti está montando o time ideal durante a Copa. Ganhou de adversários da prateleira de baixo, porém mostrou progressos consideráveis contra a Escócia. Os laterais Danilo e Douglas Santos estão dando conta do recado; o técnico viu que Rayan é o substituto certo do Rafinha, que aliás, não vinha jogando nada; o tão criticado goleiro Alisson voltou a inspirar confiança em Vinícius Jr. e o grande nome e esperança do time.  

Imaginar que o tonto do Tite o tirou de campo, nas quartas de final contra a Croácia, aos 18 do segundo tempo, com o Brasil precisando marcar gols. Neymar entrou bem nos 20 minutos finais e pode ser uma solução em algum momento neste próximo jogo.

Coincidência difícil de acreditar

Numa das esquinas mais movimentadas do mundo, perto da Pennsylvania Station, no horário mais agitado da segunda-feira, ouço alguém gritando “setelagoano Chico Maia!!!”. Na correria pra aproveitar o sinal aberto para pedestres, olho pra trás, e identifico o autor do grito: Daniel Bernardes Fernandino, filho do amigo conterrâneo Juarez Fernandino e da Diana da Caixa, um dos fundadores e ex-presidente do Observatório Social de Sete Lagoas. Daniel mora e trabalha em Nova Iorque há oito anos. Veio estudar, fez o MBA, casou por aqui, com a Thaiana, e está recebendo a família para comemorar o primeiro ano do filho. A última vez que o vi, ele tinha uns cinco anos de idade, ou menos.

Ele é sobrinho do Jaelton (irmão do Juarez) e da Simone, do Wizard SL, e bem antes da Copa tínhamos falado da possibilidade de nos encontrarmos por aqui durante a competição.  

Não perdi a oportunidade de fazer uma rápida entrevista com o Daniel nessa esquina de Nova Iorque e ela pode ser vista no www.7diasnews.com.br ou www.setedias.com.br

A família tomou conta da casa do Daniel Fernandino em Plainfield, em Nova Iorque, para comemorar o primeiro aniversário do primeiro herdeiro dele

No centro de Nova Iorque centenas de bares ligam telões e TVs para atender a torcedores de todas as seleções, sempre com aparelhos sintonizados em dois jogos de interesse. A entrada custa 20 dólares (R$ 103) , com direito a uma long-neck Ultra Light (tipo sabor Skol), uma das marcas oficiais da Copa.

Assisti Brasil 3 x 0 Escócia num desses bares, o Empire State Of Mind, com 20 aparelhos ligados, 18 no jogo do Brasil, dois no Marrocos 4 x 2 Haiti.

Em determinado momento vi um camarada que era a cara do Renan Amaral, o Superintendente de Comunicação da Prefeitura de Sete Lagoas. Pensei: o danado do Renan veio pra Copa e nem deu um alô!

Cheguei mais perto pra conferir e constatei que se tratava de um sósia.

Enviei fotos pro Renan e ele respondeu: __ Até eu estou achando que sou eu, mas tenho certeza que estou em Sete Lagoas.

E ele enviou na hora essa foto dele, junto com o sogro Trokinho (esq.) e o agora “tio emprestado” Léo Chaves (Sicoob/Credisete)

Novos tempos

Lembrando aqui do clima da cobertura da minha primeira Copa, no México em 1986, na tribuna de imprensa quase que no meio da torcida no estádio Azteca, ao lado do saudoso Flávio Anselmo, o “Comentarista de Peito Aberto”.

E agora, na tribuna muito chique, porém “hermética”, que mais parece um estúdio de TV, ar condicionado no “talo”, que nos deixa fora do clima da partida. É assim em quase todos os estádios da Copa, especialmente nos Estados Unidos.

Aqui, ao lado do Pedro Bueno, do Estado de Minas/No Ataque, um dos melhores jornalistas da nova safra brasileira, fazendo ótimo trabalho nessa Copa. À direita, outro grande nome do jornalismo, porém, também veterano de Copas, o Jaeci Carvalho.

Setelagoano em Miami

No estádio Hard Rock, nosso conterrâneo Ronaldinho Totoli, que mora há mais de 20 anos em Miami, entrosou com uma família escocesa e tomaram várias juntos, antes, durante e depois da partida. A torcida mais simpática e animada entre todas até agora. Pena que a Escócia já caiu fora da Copa.

Outros tempos

Esta Copa 2026 marca também o fim definitivo do papel, em tudo que se refere a cobertura ou presença nos estádios. Agora é no digital ou nada. Vejam o ingresso físico do jogo que cobri entre Polônia 0 x 1 Senegal, na Copa da Rússia, dia 19 de junho de 2018

E aqui, o ingresso de Brasil 1 x 1 Marrocos, dia 13 último, baixado no celular, sem chance de falsificação ou de uso por outra pessoa