CHICO MAIA – Demissões muito bem vindas

Uma das melhores profissões no Brasil: treinador de futebol demitido.  

Fernando Diniz, novo comandante do Corinthians. Foto: FERNANDO BLADE/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO – 07.04.2026

Muitos técnicos de futebol alcançam status tal, que, demitidos, ficam um tempo recebendo gordas indenizações dos clubes que os demitem. E com a fama conquistada, boa ou ruim, são contratados por outros clubes, ganhando salários maiores ainda. Remunerações e privilégios semelhantes em nosso país, só no mundo político e em algumas categorias do judiciário.

“Fechado com o Corinthians, Fernando Diniz terá maior salário da carreira. Nem como técnico da seleção brasileira, o treinador e seus auxiliares tiveram direito ao pacote de R$ 2 milhões por mês combinados no Timão. No Vasco, Diniz faturava na casa de R$ 1,2 milhão por mês. Enquanto se dividia entre Fluminense e seleção brasileira, o treinador embolsava R$ 1,3 milhão — sendo R$ 800 mil da CBF, e R$ 500 mil nas Laranjeiras. O contrato do treinador se encerra em dezembro, quando acaba o mandato do presidente Osmar Stabile. O grande entusiasta de sua chegada foi Marcelo Paz, que já havia tentado contratá-lo enquanto CEO do Fortaleza.” (Informou o perfil @liberta_depre)

A Copa para fugir do país

Jogadores da Eritreia se aproveitaram das eliminatórias da Copa 2026 pra fugir do país, um dos países mais pobres do mundo, comandado por uma ditadura desde 1993, quando se tornou independente da Etiópia.

A Eritreia, tem cerca de 5 milhões de habitantes e fica no nordeste da África.

Informação interessante da BBC de Londres, comentada pelo Leo Bertozzi da ESPN: “sete jogadores da Eritreia não voltaram ao país depois do jogo com Essuatíni pelas eliminatórias da Copa Africana, segundo a BBC. Era justamente o temor de deserções que levou o país a se ausentar por um longo tempo das competições internacionais.”

Não é novidade no mundo do esporte. O desespero e o sonho de uma vida melhor em outro lugar do mundo, movem atletas de todas as modalidades a se aproveitar de oportunidades dessas para caírem fora. Muitos se dão bem, outros não.

Triste exemplo cubano

As famílias dos atletas que fogem, ficam para trás e arcam com as consequências, enfrentando as represálias das ditaduras em que vivem. Me lembro dos lutadores de boxe cubanos, Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, que fugiram da Vila Olímpica, dos Jogos Pan-Americanos Rio’2007, mas foram presos em Araruama, na região dos Lagos, no Rio, e deportados pelo governo brasileiro para voltar à ilha, na época comandada por Fidel Castro. O presidente do Brasil era Lula, em seu segundo mandato.

Depois de um tempo enfrentando as consequências em Cuba, eles tentaram e conseguiram escapar de lá, de lancha, até o México e depois para os Estados Unidos, onde conseguiram ingressar no boxe profissional. Se deram bem, vivendo, um em Houston, e o outro em Miami. Um deles se casou com uma norte-americana com quem tem um filho. O outro sonha retornar um dia a Cuba para rever os filhos e demais familiares.

Um ano sem o Lili

Durante 17 anos, toda sexta-feira, Lili Constantino (Expresso Setelagoano, Transete, Turi, Pássaro Verde) recebia os amigos em almoço na varanda do escritório das empresas dele em Belo Horizonte.

Num dos últimos desses encontros ele comentou sobre o prazer que tinha em fazer isso e recomendou ao filho Rogerinho, braço direito dele, que continuasse reunindo a turma, depois que ele partisse.

Poucas semanas depois ele se foi, no dia 26 de março do ano passado. Rogerinho cumpriu a vontade dele e na sexta-feira, dia 27 passado, fez questão de “intimar” todos os amigos que conheciam este ritual a comparecer ao almoço especial para lembrar do Lili e contar as centenas de histórias de vida dele e daqueles encontros.

Frequentes nestes almoços, Procópio Cardozo (direita) foi colega dele no Colégio Batista. Reinaldo, um dos maiores ídolos dele, também passava por lá. Coincidentemente esse encontro foi no dia 26 de março de 2023.

Mudança de hábito – O empresário Wilsinho Otil (direita), sempre recebendo os amigos em sua fazenda da Barra, de Inhaúma, com “honras de chefe de estado”. Como nessa foto, em que recebeu o Natan (esq.), o homem da “melhor rotatória do Brasil”, como dizia o Henrique Maderite, e o vizinho atleticano Sô Fizinho da Barra.

E ao invés dos tradicionais “chás com torradas” que o Natan tanto gostava, agora, a recepção é só com cafezinho, água, leite e muitas frutas, por recomendações médicas.

Embrapa 50 anos – Muito bem comemorados os 50 anos de uma instituição que é orgulho do Brasil e para a nossa satisfação tem uma das unidades mais brilhantes do país, reconhecida internacionalmente por sua participação fundamental na erradicação da fome no mundo: a Embrapa Milho e Sorgo.

Dentre as comemorações, um baile que reuniu atuais e ex-funcionários, além de convidados especiais. Infelizmente não pude comparecer, mas o Sete Dias foi muito bem representado pela Eliana Marques (esq.), ao lado do atual Chefe Geral da unidade, Vinícius Pereira Guimarães, Nádia Castilho, atual secretária da diretoria e a querida Rita Lopes, secretária recém aposentada.

Na Embrapa, quem se aposenta mantém os vínculos e presença, como o Adão Pontelo e a esposa Ângela Castro, Heloísa Avelar e a Rita Lopes. Eliana, à direita foi uma das convidadas especiais do baile dos 50 anos.

ECOS DO PASSADO

Veja que turma mais enjambrada, por volta de 1986, no Ginásio da Praça de Esportes. Era o nosso time no “CAMFUSÃO – Campeonato de Futebol de Salão”, que era realizado todos os anos na cidade, reunindo os amigos. A partir da esquerda, Caio Valace, Chico Maia, Léo Plotter, Kiki, Léo Chaves Credisete e Marcelão.

E acredite: era um ótimo time, porque tinha Kiki, o craque da cidade naquela época.