
Momentos paradigmáticos nos falam de Pentecostes. Para além das belezas dos textos bíblicos, de At 2, 1-11, a universalidade da missão; 1Cor. 12, 3b-7.12-13, na diversidade de dons doadas pelo Espírito; Jo, 20, 19-23, fechados no mesmo lugar não irradia sobro de vida. Cantamos o salmo: “Enviai o vosso Espirito, Senhor, e da terra toda a face renovai”, na sequência “Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz. Vinde, Pai dos pobres, daí aos corações vossos sete dons,” as comunidades são enviadas na fraternidade à missão de amar e servir e enxergam vários Pentecostes ocorridos em seu seio.
Aberta a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a “terra e céu se beijando,” oramos: “permita-nos Deus, força e coragem para dizermos NÂO a todas as ambições humanas que rompem com nossa UNIDADE como humanidade” e no coração da trindade vivemos a comunhão.
Na histórica da Igreja, um grande Pentecostes, aconteceu: com o Papa João XXIII (1958-1963), ilustra bem este caricato exemplo: “vamos abrir as portas e janelas desta Igreja deixar o vento sobrar e arejar, isto aqui, está cheirando MOFO.” Precisamos de um CONCILIO, que tenha o diálogo, o aggiornamento como pedra de toques, uma interação com O MUNDO MODERNO, para um CONCÍLIO PASTORAL. Em sua abertura, a missa foi muito simbólica: 25 de janeiro, dia da conversão de São Paulo a Igreja precisa de conversão; fora dos muros de Roma, precisa sair.
O vento sobrava, o fogo ardia e a Igreja, mexia e resmungava: queria as condenações. Agora era Pastoral, Diálogo, abertura. A Igreja da língua única, foi convidada abrir-se à universalidade das línguas; a sociedade perfeita precisa de conversão, abre-se a diversidade dos povos e aos seus dons. Foi a primavera da Igreja.
Paulo VI (1963-1978) sustentou o Concílio Vaticano II, saiu para encontrar com as comunidades. Com João Paulo II (1978-2005) foram quase 26 anos de inverno eclesial. E o Bento XVI? Entramos num bloco de gelo. Ele Trouxe um Pentecostes: RENUNCIOU! Apagou com o título: Papa Emérito.
O Espirito sobrou, veio FRANCISCO e um novo PENTECOSTES: a Igreja a estar em saída, ser hospital de Campanha, ser portas aberta, ser dos pobres, ser lugar onde caiba todos, todos.
Leão XIV, que até então, não tinha dito por veio, num ato histórico pede perdão pelo envolvimento da Igreja com os escravizados, “MAGNIFICA HUMANITAS.”
PENTECOSTES É DOM, NÃO PERTENCE A PADRES E PASTORES ESPALHA A TODOS.





