
Jesus costumava ensinar por meio de parábolas.
O Celeste Rabi utilizou várias parábolas para instruir seus discípulos sobre o Reino dos Céus.
E o Mestre sempre começa assim: “Porque o reino dos céus é semelhante…”
Numa dessas parábolas, Jesus ensinou assim: “O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha.”
O pai de família é o próprio Jesus. A vinha é a Terra. Madrugada é a aurora da atual civilização.
O pai de família convencionou com os trabalhadores que pagaria um denário por dia. Era exatamente o valor que um operário recebia por um dia de trabalho nos domínios do Império Romano. Jesus utiliza aqui a convenção, mas com sentido espiritual. Na parábola, um denário representa o pagamento justo, segundo a obra realizada.
Grupos de trabalhadores eram admitidos com o correr do dia, até que a última leva é posta no trabalho na hora undécima, ou seja, às 15 horas. E o expediente se encerrava às 18.
Ao “anoitecer”, na hora do acerto, o Senhor ordenou ao encarregado: “Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros.”
E o empregado pagou a todos um denário. Os trabalhadores que haviam chegado mais cedo se revoltaram contra o “pai de família” porque “pensaram que haviam de receber mais” e, apontando para os derradeiros, “murmuraram” ao Senhor: “os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor.”
Os espíritos rebeldes, em todos os tempos, questionaram as decisões do Senhor da Vinha. São geralmente preguiçosos, ciumentos e invejosos. Chegam cedo ao ambiente de trabalho não por devotamento, mas para vigiar os companheiros. Desejam ser superiores, mas sem mérito.
Aos últimos o Senhor pagou um denário porque, apesar do pouco tempo na lida, desempenharam a sua tarefa com profunda unção e eficácia.
Os primeiros, por sua vez, ainda receberam do Senhor um denário, não porque o merecessem, mas por acréscimo de misericórdia.
Foi por isso que Jesus, de forma muito clara, ensinou aos seus doze discípulos: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.”





