
Foi na Revista Espírita de junho de 1865 que Allan Kardec escreveu: “A doutrina não é ambígua em nenhuma de suas partes; é clara, precisa, categórica nos mínimos detalhes; somente a ignorância e a má fé é que podem enganar-se sobre o que ela aprova ou condena. É, pois, o dever de todos os espíritas sinceros e dedicados repudiar e condenar francamente, em seu nome, toda a casta de abusos que poderiam comprometê-la, a fim de não ser responsabilizada pelos mesmos; porque transigir com os abusos seria acumpliciar-se com eles e fornecer armas aos nossos adversários.”
Até hoje é comum a confusão que se faz entre o Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas que trabalham conscientemente a mediunidade. O motivo dessa confusão está justamente na prática da comunicação com os desencarnados. Entretanto, o Espiritismo possui características que o distingue das demais.
O Espiritismo surgiu na França, em 1857, com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec. A essa obra, seguiram-se mais quatro. A saber: “O Livro dos Médiuns”, “O Evangelho Segundo O Espiritismo”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”. Nessas cinco obras está exposta toda a Doutrina dos Espíritos.
Os vocábulos espiritismo, espírita, espiritista, são neologismos criados por Allan Kardec, segundo ele próprio externou: “Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras” (O Livro dos Espíritos, Introdução, cap. I).
O Espiritismo também se distingue pela ausência de culto externo, de cerimônias ou rituais nas suas sessões. Seus adeptos não usam uniformes e, em suas sessões públicas, somente a prece simples e espontânea, os comentários doutrinários, a água fluidificada e o passe são praticados. Nas sessões mediúnicas, o mesmo procedimento, acrescido do diálogo natural com os desencarnados.
À medida em que as pessoas interessadas em conhecer o Espiritismo se aproximarem das obras de Allan Kardec, buscando conhecê-las mais profundamente, as confusões se desfazem.





