De Cachoeira da Prata para as telas da TV e os palcos Brasil afora, a mineira Isabella Gaspary se transformou em uma das grandes surpresas da música atual. A cantora deu seus primeiros passos em Sete Lagoas e, impulsionada por um público fiel de mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, viu sua carreira explodir.

Misturando sertanejo com MPB contemporânea, ela estourou nas redes com apresentações cruas de voz e violão na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela transformou suas apresentações em um verdadeiro fenômeno viral, ganhou projeção internacional no México. Atualmente, ela ocupa uma das cadeiras de jurados da Record TV — sem nunca esquecer o orgulho de suas raízes familiares.
Em entrevista para o 7 DIAS NEWS, a cantora relembra o começo de tudo e abre o jogo sobre o atual momento da carreira.
7 DIAS NEWS – Se você pudesse se definir em uma única frase para quem está conhecendo o seu trabalho agora, qual seria?
Isabella Gaspary: “Quando a gente canta o que sente, quem ouve sente junto.” Acho que essa frase resume muito do que eu sou como artista. É como eu enxergo a música.
7DN – Como a sua história em Sete Lagoas e o ambiente do interior de Minas influenciaram o seu gosto pela música e o seu estilo no início de tudo?
Isabella: Minas tem uma música muito rica e cresci cercada de referências. Aprendi muito sobre sensibilidade, sobre histórias e sobre valorizar as coisas simples. Acho que isso aparece na minha forma de cantar e de me expressar. Sete Lagoas faz parte de momentos importantes da minha trajetória. Foi lá que, na adolescência, fiz aulas de canto e comecei a me apresentar em barzinhos.
7DN – Teve algum momento específico na sua vida em que percebeu que a música deixaria de ser apenas um hobby para se tornar sua profissão? Como foi essa transição?
Isabella: Não teve um único momento, foi uma construção aos poucos. Apesar de, no fundo, eu acreditar que já sabia desde criança. Comecei aos 14 anos tocando em barzinhos e aos 16 lancei meu primeiro CD. Fui vivendo cada oportunidade. Aos 18 anos, vieram as apresentações no Programa da Xuxa e no Programa Raul Gil. Cada experiência foi me mostrando que era esse o caminho.

7DN – Suas apresentações na Avenida Paulista, de forma tão intimista com voz e violão, arrastam multidões e viralizam com milhões de visualizações. De onde veio a ideia de cantar na rua e o que essa experiência mais te ensina como artista?
Isabella: No começo deste ano, tive uma intuição muito forte de que deveria ir para a rua me apresentar. Simplesmente fui, sem saber o que aconteceria. Eu sentia que meus vídeos cantando e tocando violão na fazenda já mostravam o quanto as pessoas se conectavam com esse formato mais simples, e pensei que talvez fosse hora de levar isso para perto delas, ao vivo. Essa experiência me ensina que a simplicidade e a verdade conseguem criar uma conexão muito forte. Às vezes não é preciso ter uma grande estrutura para tocar alguém.
7DN – Você hoje soma quase 1 milhão de seguidores no Instagram e mais de 800 mil no TikTok. Como lida com a responsabilidade de gerenciar essa comunidade digital tão gigante e próxima?
Isabella: Saber que essas pessoas escolheram me acompanhar porque encontraram algo que faz bem ou as inspira me traz uma responsabilidade muito grande. Existe uma expectativa de estar sempre presente compartilhando coisas novas. Tenho tentado aprender a equilibrar isso com a minha vida pessoal e com os momentos em que preciso ser apenas a Isabella. No fim, o que mais importa é não perder a verdade e a proximidade.
7DN – Você mistura com muita personalidade o sertanejo e as raízes da MPB moderna. Como funciona o seu processo criativo para compor e traduzir esse estilo em músicas como “Sinal Fechado” e “Vilarejo”?
Isabella: Essa mistura acontece de uma forma muito natural. Cresci ouvindo sertanejo, pop e MPB, e todas essas referências foram moldando a artista que sou hoje. Elas aparecem naturalmente quando eu toco meu violão. Eu sou uma pessoa romântica e gosto de colocar muito amor nas músicas que canto.
7DN – Suas redes sociais furaram a bolha do Brasil e te levaram recentemente para conexões e eventos no México. Como foi a sensação de ver a sua arte atravessar as fronteiras do país?
Isabella: Foi muito especial poder levar a minha música e representar o Brasil em um evento do TikTok fora do país. Recentemente, tive também a oportunidade de apresentar um evento global do TikTok em Las Vegas, uma experiência muito especial que nasceu dessa trajetória com as lives. As lives fazem parte da minha rotina e são importantes para construir essa comunidade tão próxima que tenho.

7DN – Como está sendo a experiência de integrar o painel de jurados na Record TV? O que você, como artista, mais aprende assistindo e avaliando tantos talentos em rede nacional?
Isabella: Ser jurada do Canta Comigo é uma parte muito especial da minha vida. Lá no programa eu tenho tantas trocas, aprendo muito e conheço histórias e artistas completamente diferentes. Cada pessoa que passa por aquele palco me faz olhar para a minha própria trajetória de outra maneira. E no Canta Comigo Teen é ainda mais especial. A gente aprende muito com a espontaneidade, a coragem e a entrega dos pequenos.
7DN – – O que o público pode esperar da Isabella Gaspary para os próximos meses em termos de novos shows, lançamentos ou videoclipes?
Isabella: O público pode esperar acima de tudo, muita proximidade. Em breve, vou lançar a minha turnê, que é um projeto que estou preparando com muito carinho para estar mais pertinho de cada um deles. Também estou preparando novos lançamentos e novidades para essa próxima fase. Temos mais um lançamento autoral vindo aí nas próximas semanas!
7DN – – Que mensagem ou conselho você deixa para os jovens músicos de Sete Lagoas e região que acompanham os seus passos e também sonham em viver da arte?
Isabella: Uma das coisas mais importantes para quem está começando é não ter pressa para se encaixar no que já existe. Descobrir o que nos faz diferentes e ter coragem de mostrar isso. Nem sempre a gente começa acreditando totalmente no nosso potencial, mas é preciso continuar mesmo assim. E eu diria para aproveitarem as ferramentas que existem hoje. A internet abriu possibilidades que antes eram difíceis. Você pode mostrar seu trabalho e criar oportunidades sem precisar esperar que alguém bata na sua porta.






