Em junho de 2009, Sete Lagoas assistiu à demolição de um de seus imóveis mais tradicionais: o Armazém José Pereira da Rocha, localizado na Avenida Antônio Olinto. Fundado em 1914, o prédio era tombado em nível municipal pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural (Compac), mas acabou sendo demolido após a emissão de um alvará pela então Secretaria Municipal de Obras, sem que o pedido fosse submetido à análise e votação do conselho, conforme previa a legislação municipal vigente.

A decisão gerou forte repercussão e foi levada ao Ministério Público, (MP) que passou a acompanhar o caso judicialmente. O empresário responsável pelo empreendimento foi acionado, e o prédio construído no local permaneceu interditado por vários anos, até ser liberado após um acordo mediado pela Curadoria do Patrimônio Público.
De acordo com o historiador Dalton Andrade, o imóvel pertencia ao comerciante português José Pereira da Rocha (1887-1968), um dos maiores atacadistas da história de Sete Lagoas. Ligado à ferrovia, destacou-se pela compra da produção rural da região e pela atuação filantrópica, sendo lembrado como um dos principais benfeitores do Hospital Nossa Senhora das Graças.
Atualmente, uma academia funciona no endereço, sem a preservação das características arquitetônicas originais da antiga edificação. A fotografia que registra o histórico armazém, feita na década de 1980, integra o acervo do pesquisador José Marcos Gonçalves, do grupo Sete Lagoas Memória.






