Noite para tirar o chapéu para o Cuca, que se virou e começou arrumar a defesa do Galo

08/07/21 - 07:55

Foto: twitter.com/Atletico
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Chico Maia

Gostei demais da coragem do Cuca de mandar buscar o Nathan no Atlético goianiense e escalá-lo no primeiro jogo seguinte ao nome dele ter sido regularizado na CBF. E optou por uma formação ousada, três zagueiros, aproveitando a experiência do Réver, a categoria do Alonso e o vigor físico do Nathan, que se deu bem na ajuda ao Mariano na direita e permitiu ao Réver jogar com tranquilidade, já que ele não tem mais condição física de correr atrás de atacantes mais jovens.

imagemFoto: twitter.com/Flamengo

O Cuca não tomou conhecimento se era contra um Flamengo, para apostar no Nathan. É assim que tem que ser. Se joga, joga; não importa o adversário. Para jogar em clube grande tem que ter bola e controle emocional. Nathan passou no teste. De repente, o Cuca está começando a arrumar a defesa do Galo, que é o grande calo do time. Do meio pra frente ele tem jogadores que dão conta do recado. Tanto que o cérebro, Nacho, não jogou e a sua falta não foi sentida, por incrível que pareça. Hulk e Savarino novamente fizeram diferença. Os demais jogaram muito também, com a determinação que se espera de quem veste a camisa alvinegra.

Aí vem a pergunta inevitável: por quê o time não entra em campo com este espírito e essa vontade contra todos os adversários? A resposta é simples: empáfia, salto alto, soberba. Os jogadores pensam que o gol vai “sair naturalmente” contra os Ceará, Fortaleza ou Chapecoense da vida, e comprometem a campanha. Só muita conversa, do treinador e diretoria para se resolver.

A única coisa ruim deste jogo é que vi pela TV, Premiére, em que a torcida do locutor e comentarista pelo Flamengo era absurda. Quando saiu o gol do Flamengo eles quase deram cambalhota. Um perguntou ao repórter quanto tempo o árbitro daria de acréscimos. O outro lamentou que o Arrascaeta tenha desperdiçado a oportunidade que teve, cara a cara com o Éverson, em bola bem defendida pelo goleiro do Galo.

Fazer o quê, né? Vida que segue.

Sábado, clássico contra o América, 19 horas, no Independência.

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América resistiu no primeiro tempo; no segundo o Fortaleza atropelou

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O América começou até bem, fez um bom primeiro tempo e só levou o primeiro gol no fim. Mas o segundo tempo foi totalmente diferente. O Fortaleza voltou “babando” e se tornou um rolo compressor. Certamente prevaleceu a bronca do técnico Juan Pablo Vojvoda Rizzo, o argentino que vai fazendo o nome dele no futebol brasileiro. Olho nele. Parece ser muito bom de serviço com a bola rolando e no comando do grupo.

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