Dez minutos sobre relacionamentos e sexualidade com Karina Higino

28/06/21 - 08:36

DEZ POR UM, COM JUNINHO SINONÔ

Como anda a sexualidade das mulheres?
Precisando ser trabalhada cada vez mais. Precisando falar mais sobre isso, precisando se conhecerem mais.

Qual é a demanda que chega a você? Quais são os principais problemas que chegam na busca de uma solução?
“Nuca tive um orgasmo”, “Não consigo sentir prazer”, “Tenho vergonha do meu corpo”, “Como ser mais ousada com meu parceiro” ... são todas demandas. O que mais aparece é isso.

Tem diferença de sexo para sexualidade?
Totalmente. A sexualidade tem haver com a energia, tem haver como você se enxerga e como você busca o amor. Como você oferece, como você busca e como você vive os desejos e como você se vê. Isso é sexualidade. O sexo é o ato sexual em si. 

Nós temos uma grande quantidade de mulheres reprimidas, mal orientadas ou os dois?
Os dois. Com certeza os dois. Por isso que, por mais que seja um assunto tabu, um assunto que envolve muito preconceito, muito medo e muita vergonha, precisa ser falado.

E o que precisa ser falado?
Precisa ser falado principalmente sobre autoconhecimento, sobre aceitação, sobre o que deve e o que não deve fazer. Precisa ser falado sobre a informação. Eu falo que conhecimento é poder e que toda mulher é poderosa. Toda mulher tem o seu puder, mas muitas não sabem disso.

O que toda mulher precisa saber sobre sexualidade?
Para começar, que ela é única, a primeira coisa. Não se comparar a outras mulheres, não se preocupar com performances incríveis, não ficar com medo ou com vergonha por que “fui criada assim” ou “porque aprendi assim”. Para começar, ela tem que buscar esse autoconhecimento. É a primeira coisa.

E quando começar a ensinar a mulher sobre sexualidade? Em qual idade?
Eu sempre falo que a educação sexual para os filhos começa quando as perguntas começam a surgir. Se as perguntas não surgem, conversa a partir dos quatro, cinco anos. Procura, porque se a criança as vezes não pergunta para os pais, ela fala com o coleguinha. Se você não ensina para o seu filho, a rede social e o google vai ensinar da pior forma. É responsabilidade dos pais levar educação sexual para os filhos.

Como ensinar?
Com muito amor, muito cuidado, muita paciência, sem entrar em detalhes e sem se preocupar com o que a gente pensa, que na nossa cabeça é uma coisa e na cabeça da criança é outra coisa totalmente diferente.

E como desbloquear aquela mulher que não foi ensinada?
Indo nos meus eventos (risos). Buscando conhecimento, buscando palestras, buscando terapeutas, buscando pessoas que estão dispostas a ajudar e a ensinar, como eu.

Muitas das vezes, os problemas são psicológicos?
Também.

Você fala muito sobre autoestima. O que é autoestima?
É o valor que você se dá. Autoestima tem haver com como você se enxerga e o valor que você se dá. A autoestima e a sexualidade são ligadas. A quantidade de mulheres que vivem um relacionamento abusivo, tóxicos, que vivem vidas frustradas sem sentir prazer. Sem sentir prazer não só sexual, mas prazer de viver, prazer de ser mulher, prazer de trabalhar com o que gosta, prazer de se olhar no espelho e se sentir bem. Ter boas amizades, participar de lugares e ser feliz com as pessoas ao redor. Muitas pessoas fazem coisas simplesmente para serem aceitas. Essas são pessoas que tem a autoestima baixa. Eu falo que primeiro tem que olhar como você se enxerga. A mulher ela pode ser a sua melhor amiga ou a sua pior inimiga. E muitas das vezes, a gente insiste em ser a pior inimiga. Então é trabalhar isso. Como eu me enxergo? Qual o valor que eu me dou? E a partir daí você, você saber valorizar, dar amor e a viver com outras pessoas.

TUDO EM DEZ MINUTOS E NEM UM SEGUNDO A MAIS!!

 

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