Sete Lagoas tem melhora no índice de que mede a taxa de mortes violentas intencionais por municípios com mais de 100 mil habitantes no ano de 2025 – os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com a publicação, a cidade está na 27ª colocação a nível estadual e 255ª nacional, com índice de 8,4 óbitos. No comparativo com os dados de 2024, Sete Lagoas estava no 19º lugar, com taxa de 10,2 mortes por 100 mil habitantes
Araguari, no Triângulo Mineiro, lidera entre os municípios mineiros, com taxa de 38,9 mortes, seguidos de Governador Valadares (29,6), Ribeirão das Neves (27,4), Vespasiano (26,7) e Betim (24,6). Minas Gerais é o 23º estado com maior número de homicídios intencionais, com 12,9 – queda de 14,2% comparado aos dados de 2024, publicados em 2025.
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Em maio deste ano, o FBSP divulgou através do Atlas da Violência 2026 que Sete Lagoas estava na 15ª posição entre os municípios mineiros com população acima de 100 mil habitantes no ranking de homicídios – os dados são de 2024 e contestados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP). O SETE DIAS publicou, há cerca de três meses, levantamento da 19ª Região de Polícia Militar (RPM) que evidenciam a queda dos indicadores de violência na região.
Dados nacionais
O anuário revelou que as dez cidades mais violentas do Brasil estão concentradas no Nordeste. A liderança do ranking permanece com Maranguape (CE), que registrou uma taxa de 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, um aumento em relação ao ano anterior. A Bahia concentra metade dos municípios da lista, com destaque para Eunápolis (85,1), Porto Seguro (71,2) e Simões Filho (68,1).
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Entre os estados, o Amapá segue como o mais violento, mesmo após redução de 6% na taxa, passando de 45,2 para 42,5 mortes por 100 mil habitantes. A Bahia aparece em segundo lugar, com queda de 10% (de 40,7 para 36,8), seguida pelo Ceará, que reduziu 7,5% (de 37,5 para 34,7). Na outra ponta, Santa Catarina se tornou o estado menos violento do país, com taxa de 7,6, superando São Paulo, que registrou 7,8.
O levantamento também trouxe outros dados relevantes: o Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2012, com 40.775 vítimas, uma queda de 8% em relação a 2024. Pela primeira vez, a taxa nacional ficou abaixo de 20 mortes violentas por 100 mil habitantes (19,1). Apesar da redução geral, os feminicídios bateram recorde, com quatro mulheres mortas por dia em média. Além disso, houve aumento nos casos de violência psicológica, stalking e descumprimento de medidas protetivas.





