por Renato Alexandre
A Defesa Civil de Sete Lagoas intensificou seu plano de trabalho nos últimos meses na cidade. Apesar de registrar apenas uma ocorrência de maior gravidade, sem vítimas, a instituição realiza uma média de dez vistorias por dia e prioriza sempre o trabalho preventivo. Nesta missão de evitar tragédias, vários órgãos da Prefeitura de Sete Lagoas e o próprio cidadão colaboram de diversas formas.

Áreas de risco e pontos de alamentos em vias públicas, são catalogados e facilitam a atuação das forças de segurança em momento de fortes tempestades. Estes dados são atualizados constantemente e também servem para disparar o alerta quanto a locais onde moradores podem correr risco. “Diante de qualquer anormalidade, a Defesa Civil comparece ao local e orienta os ocupantes do imóvel. Sinais como trincas em paredes, fissuras ou abatimento no solo são motivos de atenção que devem ser comunicados”, explica Sérgio Andrade, coordenador da Defesa Civil de Sete Lagoas.

cada ponto onde o perigo existe

O dever dos agentes da Defesa Civil é realizar a vistoria em imóveis e áreas de risco determinando a interdição parcial ou total quando o perigo é comprovado. “As pessoas devem entender que a avaliação é técnica e quando existe a necessidade de desocupação do imóvel, ela deve ser respeitada”, explica Sérgio Andrade.

características diferentes
No momento em que a Zona da Mata mineira sofre com uma das piores tragédias da história do estado, Sete Lagoas registrou apenas uma ocorrência de deslocamento de solo quando parte de uma escada, localizada na rua Itambé, no bairro São Geraldo, cedeu. Este baixo número de ocorrências tem uma explicação segundo Sérgio Andrade. “Além de ser muita plana, o solo de Sete Lagoas tem características diferentes. Em algumas cidades, por exemplo, um dos problemas são os aglomerados edificados sem planejamento ou padrão construtivo”, justifica.
alagamentos
A Defesa Civil reconhece que o maior problema da cidade em momentos de tempestades é o alagamento de vias, ocorrência comum em municípios de médio em grande porte. Todos os pontos são monitorados e recebem manutenção como limpeza de bueiros e linhas de escoamento. “Aproveito para pedir a cooperação da população que não deve jogar lixo ou restos de construção na rua. Este tipo de ação é a que mais prejudica, já que entope bueiros e gera os alagamentos”, explica.
alertas
Outra ferramenta utilizada é a divulgação de situação críticas nos momentos de tempestade severa. Avisos sobre a possibilidade são publicados nas redes sociais da Defesa Civil de Sete Lagoas (@defesacivildesetelagoas). “Todos ainda devem se cadastrar no SMS 40199 para receber os alertas da Defesa Civil Estadual”, aconselha.
parcerias
Sérgio Andrade faz questão de reconhecer os parceiros neste processo. Um deles é a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) que oferece capacitação aos agentes locais. “A Cedec e o Corpo de Bombeiros são parceiros fortes que temos”, reconhece. Além deles, o órgão conta com apoio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Secretaria Municipal de Obras e Secretaria Municipal de Assistência Social. Ainda a Embrapa, Cemig e INMET que fornecem as previsões meteorológicas.





