Editorial – Passando dos limites

Em menos de duas semanas, ladrões invadiram estabelecimentos comerciais no centro da cidade, perto uns dos outros, e roubaram à vontade. Dê um comércio de secos e molhados de alto padrão, levaram quase todo o estoque e ainda equipamentos eletrônicos. 

Lagoa Paulino

Uma outra dessas violências foi contra uma empresa jornalística, companheira nossa de atividade, o portal SeteLagoas.com.com.br, a quem enviamos a nossa total solidariedade e apoio, e cuja sede está localizada em região teoricamente das mais seguras, quase em frente à Prefeitura, em um edifício também, supostamente seguro e, que neste dia, teve outras treze salas arrombadas. 

Outro alvo foi um estabelecimento da área de ensino, no coração da cidade, na orla do nosso principal cartão postal, que é a Lagoa Paulino.

Além do vandalismo, de quebrar tudo, levar equipamentos e tudo que imaginam ter valor comercial, esses bandidos provocam sentimentos múltiplos: revolta, indignação, impotência e a frustração de vermos que a situação só piora; aqui é em todo o país.

Nas grandes, médias e pequenas cidades, a marginalidade impera. Faltam ao Brasil programas de segurança de verdade, por culpa de um governo incompetente, frágil, que só pensa em se manter no poder.

Diariamente são lançados “programas sociais”, que, em outras palavras, podem ser chamados de “bolsas votos”, consumindo o grosso da arrecadação nacional em detrimento do desenvolvimento socioeconômico do país.

Essa política nefasta provoca um efeito cascata, fazendo chegar ao cidadão e cidadã dos municípios este tipo de vida, de pânico, de não saber o que lhe espera dentro ou fora de casa, no trabalho, nas ruas, enfim.

Por mais competentes e esforçados que sejam os agentes de segurança nos municípios, eles não têm forças humanas nem materiais para garantir o que é previsto na Constituição Federal: o direito de ir e vir, de trabalhar, produzir, sem ser molestado.