‘Mandioca gigante’ brota em quintal de morador de Sete Lagoas

Há pouco mais de um ano, o servidor público Edinaldo Batista queria uma sombra mais natural para suas hortaliças no quintal de casa, no bairro das Graças. Com uma muda de mandioca, ele fez plantação sem muita pretensão. No entanto, há cerca de quinze dias, uma das raízes acabou brotando da terra e ele acabou descobrindo que os tubérculos tinham tamanhos maiores do que o imaginado.

Edinaldo Batista e a planta, no quintal de casa / Foto: Filipe Felizardo

A reportagem foi na casa de Edinaldo: lá estava mais outros dois amigos que ajudavam na retirada da planta, que vieram naquele dia já que o morador viu que sozinho não conseguiria fazer a extração. Apesar das raízes já estarem expostas, ainda tinha mais mandioca dentro da terra – e para manter a planta ainda com potencial comestível, panos úmidos eram colocados nos tubérculos. “Nós não tínhamos interesse em retirá-la, mas quando uma parte mais proeminente rompeu o solo e ficou descoberta do dia para outro, como se tivesse dizendo ‘me tira daqui’, e quando fomos escavando foi surgindo mais e mais e chegou o momento que pensamos ‘essa não é uma mandioca normal’”, relata Edinaldo.

Vindo de Macapá, capital do Amapá, o servidor conhece a espécie como macaxeira – a mandioca (ou mandioca brava) no Norte do Brasil é uma espécie de cor amarelada e serve para pratos como o tucupi e a maniçoba (feita com suas folhas), além de ser moída como farinha. Como a planta acabou gerando mais tubérculos que o esperado, Edinaldo já sabe o que fazer: irá dividir a planta com amigos e colegas de trabalho, além de fazer um bolo de macaxeira com sua plantação.

O SETE DIAS consultou uma especialista sobre o motivo da mandioca ter crescido tanto no terreno de Edinaldo: o terreno ser mais maleável e o uso de adubos naturais feitos pelo servidor (como borra de café, casca de ovos e esterco) além de uma questão genética permitiram que ela se desenvolvesse tanto.

Na casa há diversas espécies, inclusive vindas da região amazônica como o jambu, famosa por causar dormência na língua. Para a reportagem, Edinaldo fala também sobre uma outra plantação que tem em sua casa: a da banana-pacovã, também do Norte do Brasil, que é maior do que a famosa banana-da-terra. Ele, que já está em Minas Gerais há algum tempo, disse que sempre por onde passa deixa espécies e sementes e espera que essa e outros de seus ‘presentes’ tenham frutos em Sete Lagoas.

Foto: Filipe Felizardo