
A ida do secretário-adjunto de Administração e interventor da Turi, coronel Charles Baracho, à Câmara Municipal, na terça-feira (4), cumpriu o objetivo esperado pela Prefeitura: prestar contas da intervenção no transporte coletivo e responder aos questionamentos dos vereadores. A apresentação, acompanhada por uma equipe técnica formada por representantes da Procuradoria, Fazenda, Mobilidade Urbana e Tecnologia da Informação, esclareceu dúvidas sobre a condução da intervenção e reduziu a pressão política sobre o tema.
CPI PERDE FÔLEGO
A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a intervenção no transporte público, defendida pelo vereador Marcelo Cooperseltta (Mobiliza), perdeu força após a sabatina de Charles Baracho. Durante mais de duas horas, o interventor respondeu aos questionamentos dos parlamentares e detalhou as medidas adotadas para evitar a paralisação do sistema. Nos bastidores, a avaliação é de que a prestação de contas esfriou o ambiente favorável à abertura da comissão.
NÚMEROS NA MESA
Na Câmara, Baracho apresentou dados da intervenção que ajudam a dimensionar a operação. Segundo ele, em pouco mais de um mês foram transportados cerca de 680 mil passageiros, com pico operacional de 75 ônibus em circulação. Também detalhou o aporte municipal de R$ 1,635 milhão, destinado ao pagamento de salários atrasados, vale-alimentação, plano de saúde, manutenção da frota, fornecedores e encargos trabalhistas, além do repasse de R$ 440 mil à Cooperseltta para garantir a continuidade do serviço. Entre os desafios relatados estiveram a falta de crédito da Turi junto aos fornecedores de combustível, o déficit de mão de obra e os problemas de manutenção da frota.
INTERVENÇÃO CONTINUA, MAS PARCIAL
Embora a Prefeitura tenha encerrado a gestão operacional temporária da Turi, o Município continua responsável pelo controle financeiro do sistema. Permanecem sob intervenção parcial a arrecadação tarifária, a bilhetagem eletrônica, a conta específica do transporte coletivo e a fiscalização financeira e operacional. Os processos administrativos que apuram as causas da crise da concessionária também seguem em andamento. Já a proposta do Executivo de conceder um aporte mensal de R$ 550 mil, somado à isenção de ISS, ainda depende de entendimento entre todas as operadoras do sistema e da solução das ações judiciais envolvendo a Turi e o Município.
PRIMEIROS REGISTROS
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já disponibilizou a página de divulgação de candidaturas e prestação de contas da eleição. O sistema é atualizado conforme os partidos registram oficialmente os nomes aprovados em convenção. Até o fechamento desta edição, já haviam protocolado candidaturas: Republicanos, PT, PRD, PDT, Novo, PV, PCdoB e Solidariedade.
INFORMAÇÕES GERAIS
Além da relação de candidatos, o portal do TSE reúne dados como data de nascimento, cor/raça, estado civil, profissão, patrimônio declarado e o limite legal de gastos de campanha. Durante o período eleitoral, também serão divulgadas as doações recebidas e todas as despesas realizadas. Em 2026, o teto de gastos é de R$ 3.176.572,53 para candidatos a deputado federal e de R$ 1.270.629,01 para deputado estadual.
JÁ ESTÃO LÁ
Entre os primeiros candidatos de Sete Lagoas a terem o registro divulgado pelo TSE estão os postulantes a deputado estadual Juca Bahia (PRD) e Deyvson da Acolher (Solidariedade). Na disputa por uma vaga na Câmara Federal já aparecem Caio Valece, Ramsés de Castro (PT), Juninho Sinonô (Republicanos) e Caio Coimbra (Novo).
EFEITO CLEITINHO
Como antecipado pela coluna na edição anterior, a saída de Cleitinho Azevedo da disputa pelo Governo de Minas representa um revés para o Republicanos. Sem um candidato ao Executivo estadual, a legenda deixa de contar com o tradicional impulso dos votos de legenda gerados pela eleição majoritária. Em 2022, por exemplo, o Novo recebeu 185.099 votos de legenda com a candidatura vitoriosa de Romeu Zema, enquanto o PSD, com Alexandre Kalil, somou 766.629 votos.
RONDA NOS BARES
O prefeito Douglas Melo tem aproveitado os fins de semana para visitar bares da cidade. Nas duas últimas sextas-feiras, por volta das 18h, esteve em estabelecimentos tradicionais dos bairros Aeroporto e Santa Luzia. Em clima descontraído, conversou com frequentadores, fez fotos, gravou vídeos e ouviu diversas demandas da população.
NO BUTECÃO

Quem marcou presença no Butecão, evento que encerrou o Festival Sabor de Bar, foi o candidato a deputado federal Duílio de Castro (PSB). Ao lado da esposa, Carol, ele permaneceu na festa até o encerramento, conversou com participantes, registrou fotos e vídeos e aproveitou a ocasião para reforçar sua pré-campanha.
NOVA SECRETÁRIA
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB) está sob novo comando desde 27 de julho. Fernanda Mariele Fonseca Neves assumiu interinamente a pasta, substituindo Waldeir Pimenta Veloso, que se afastou para tratamento de saúde. Até então assessora executiva do gabinete da secretaria, Fernanda é advogada, especialista em Direito Empresarial, pós-graduada em Direito Eletrônico e mestre em Direito das Relações Internacionais e Integração da América Latina.
MEMÓRIA POLÍTICA

Em 1998, Antônio Clarete de Carvalho “Pãozinho” (PT, esq.) era o prefeito de Prudente de Morais e recebeu os seus candidatos nas eleições daquele ano. Ao lado dele, Patrus Ananias, que tinha sido prefeito de Belo Horizonte (1993/1996) e naquele ano, assim como agora, era o candidato do partido a governador. Ao seu lado, Caio Valace, então candidato a deputado estadual. À direita, a ex-prefeita de Betim (1993/1996) e candidata a federal naquele ano, eleita com 128.361 votos, a quarta mais votada do estado. Patrus ficou em terceiro lugar na corrida ao governo, com 1.122.007 (16,13%). Itamar Franco (PMDB) foi o governador eleito, com 3.080.896 (44,29%), derrotando no segundo turno
Eduardo Azeredo (PSDB), que teve 2.665.475 (38,32%) e tentava a reeleição.
Este ano, Caio Valace, atualmente vereador em Sete Lagoas, é candidato a deputado federal pelo PDT.
Professora e psicóloga, Maria do Carmo foi superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas, até abril, quando se desincompatibilizou para sair candidata a deputada estadual pelo PT, este ano.





