
- Médico Dermatologista
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Na Dermatologia, muitas doenças podem apresentar uma aparência muito semelhante. Uma mancha, uma ferida que não cicatriza, uma pinta que mudou de aspecto ou uma lesão aparentemente simples podem esconder diagnósticos completamente diferentes. É justamente nesses casos que a biópsia de pele se torna uma das ferramentas mais importantes para se chegar ao diagnóstico correto e, consequentemente, ao tratamento adequado.
A biópsia consiste na retirada de uma pequena amostra da pele para análise anatomopatológica. O material é encaminhado ao laboratório, onde será examinado ao microscópio por um médico patologista. Essa avaliação permite identificar alterações que muitas vezes não podem ser determinadas apenas pelo exame visual, ajudando a diferenciar doenças inflamatórias, infecciosas, autoimunes, lesões benignas e, principalmente, diferentes tipos de câncer de pele.
Entretanto, existe um ponto muito importante: uma boa biópsia começa antes mesmo da retirada do fragmento. É necessário saber qual lesão biopsiar, qual região dela oferece maior possibilidade diagnóstica, qual profundidade deve ser alcançada e qual técnica utilizar. Por isso, o conhecimento e a experiência do dermatologista fazem diferença. O médico que avaliou a história, examinou toda a pele e formulou as hipóteses diagnósticas consegue selecionar de maneira mais precisa o local e o tipo de biópsia mais apropriados para cada situação.
Uma das técnicas frequentemente utilizadas pelo dermatologista é a biópsia por punch. Com um pequeno instrumento circular, retira-se um fragmento de poucos milímetros, geralmente sob anestesia local. Dependendo do tamanho, pode ser necessário apenas um pequeno ponto. Quando corretamente indicada e executada, costuma proporcionar excelente resultado estético, deixando uma cicatriz pequena e muitas vezes pouco perceptível. Isso representa uma grande vantagem em relação a abordagens mais extensas quando estas não são necessárias. Porém, cada caso deve ser individualizado, pois determinadas lesões exigem outros tipos de biópsia ou mesmo sua retirada completa.
Essa precisão torna-se ainda mais importante quando falamos em câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Apesar de muitos tumores cutâneos apresentarem altas taxas de cura quando diagnosticados e tratados precocemente, negligenciar uma lesão suspeita pode permitir sua progressão e tornar o tratamento mais complexo.
É comum o paciente conviver durante meses ou até anos com uma pequena ferida que sangra e volta a formar crosta, uma pinta que começou a crescer, uma lesão que mudou de cor ou uma área áspera que nunca desaparece. Nem sempre existe dor ou outro sintoma que desperte preocupação. Por isso, qualquer lesão nova, persistente ou que esteja sofrendo modificações merece avaliação dermatológica.
Mais importante do que simplesmente “retirar uma pinta” é saber exatamente o que está sendo retirado, por que está sendo retirado e qual é a melhor técnica para aquele caso. Em algumas situações, uma pequena biópsia pode esclarecer anos de dúvida. Em outras, pode significar o diagnóstico precoce de um câncer de pele e mudar completamente a história daquela doença.
Na Dermatologia, experiência clínica, diagnóstico preciso e escolha correta da técnica caminham juntos. Procurar um dermatologista experiente diante de uma lesão suspeita pode significar um procedimento menor, um diagnóstico mais precoce, um tratamento mais adequado e, especialmente nos casos de câncer de pele, maiores possibilidades de cura.





