
Luiz Chaves (esq.), a esposa Sônia e o governador eleito Cleitinho Azevedo, no Hotel Fazenda Lagoa Grande, em Sete Lagoas, na MG-238, saída para Jequitibá.
Luiz foi um grande narrador esportivo com destaque nas Rádios Guarani e Inconfidência nos anos 1960/1970/1980. Trabalhamos juntos no Minas Esporte, da Band. Figura humana sensacional.
Passou o feriadão de 7 de setembro em Sete Lagoas e por coincidência no mesmo hotel em que ficou o então candidato Cleitinho, que esteve na Exposete naquele feriado.
O fim das bets no Brasil
Entre os clubes, quem mais deixa de arrecadar com elas é o Flamengo que recebe 268, 5 milhões de reais por ano. Depois, Corinthians: 150 milhões; Palmeiras, 100; São Paulo, 95; Atlético, 60; Botafogo, 55; Fluminense, 52; Cruzeiro, 42 e Santos, 35 milhões de reais. Valores fixos e ainda tinha o bônus metas.
O Flamengo tentou liderar uma paralisação do campeonato brasileiro como forma de protesto, mas como o seu presidente, Luiz Eduardo Baptista, não goza de prestígio com a maioria dos demais, fracassou. A manifestação pública do Pedrinho, atual presidente do Vasco, sobre ele, é impressionante: “Mau caráter”. Foi o adjetivo mais leve utilizado pelo comandante cruzmaltino. A íntegra da fala pode ser conferida em meu twitter , instragam ou facebook @chicomaiablog
Fim das bets e o Democrata
O estadual sempre existiu sem elas, e os clubes também. O Democrata Jacaré está há sete anos sem atrasar um dia sequer da folha salarial e demais compromissos. Teve mixarias de duas “betinhas” em 2023 e 2024. Elas se foram, o clube arrumou outros parceiros, continuou gastando menos do que arrecada e ainda conseguiu o acesso à primeira divisão de 2027, sem bet na camisa e a vida segue.
Outro detalhe importante: não existe mais essa história de que o campeonato estadual é a única chance das cidades do interior verem de perto Atlético, Cruzeiro e América, como nos anos 1960/1970. O Democrata jogou a primeira divisão em 2023 sem receber nenhum dos três na Arena do Jacaré, já que a FMF não lhe deu mando de campo contra eles. Tomou de 3 a 0 do Galo na Arena MRV e empatou com o Cruzeiro 1 a 1, em Cariacica/ES, porque a Raposa vendeu o mando para um empresário que levou o jogo para lá. Como o América era da mesma chave, não enfrentou o Coelho naquele ano.
Fim das bets e o Mineiro
O Silvio Torres enviou uma ótima reflexão sobre o fim das bets e as consequência para o nosso campeonato estadual. A única ressalva que faço é que os quatro primeiros do ranking estadual deveriam participar sim, mas apenas de um mata-mata final, que teria seis times. Jogariam contra o campeão e vice da primeira fase. Seria um “Super-campeonato”!
Vamos ao Silvio Torres: “Ouvindo agora a resenha de esportes da rádio 98, os caras estão debatendo os efeitos da falta da grana das bets nos campeonatos estaduais.
Se realmente o decreto que proíbe essas apostas acabar com os estaduais, eu vou colocar uma estátua de todos os responsáveis na minha sala.
Seria uma benção para o futebol do país, para o calendário de todas as competições, para os clubes, para a humanidade!
Mas eu duvido. Entre muitos daqueles argumentos estúpidos que se perpetuam na nossa imprensa nanica e subserviente, acabei de ouvir o velho chavão de que o estadual é a chance do torcedor do interior ver de perto seus ídolos. É de chorar.
Num estado com 853 (OITOCENTOS E CINQUENTA E TRÊS!) municípios, as duas equipes da capital jogam em, no máximo, SEIS cidades!
Isso quando a própria equipe do interior não traz seus mandos de campo pra BH. E não adiantam argumentos sólidos pra livrar a cara dos grandes times desse estorvo.
Todos estão vendo que o tri-rebaixado se estrepou na temporada por causa do esforço pra ganhar o rural. E o Atlético está com água no pescoço pela falta de datas para os torneios que disputa.
Mas nada adianta, os energúmenos continuam defendendo o modelo que arrebenta com os principais clubes. Vamos repetir a fórmula mágica?
Um rural que dure o ANO INTEIRO sem a presença suicida dos clubes das séries A e B. Talvez por ser tão simples e lógica, não funcione nesse arremedo de nação.”
As urnas disseram sim e não!
A ex-jogadores, ex-dirigentes e jornalistas em Minas e no Brasil nas eleições 2026. Além de Alexandre Kalil (PDT) que não conseguiu se eleger governador do estado; o ex-presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues (PRD) e o ex-goleiro João Leite (PSDB), não conseguiram se eleger deputado federal.
O locutor Mário Henrique “Caixa” (PV) se reelegeu deputado estadual, e surpreendentemente, Eduardo Costa (União Brasil), uma das maiores audiências do rádio mineiro, não se elegeu para a Assembleia Legislativa. O ex-jogador de vôlei Maurício Souza (PL), não se reelegeu para a Câmara Federal.
Em outros estados
Nomes famosos do futebol e da imprensa foram reprovados nas urnas, como Vanderlei Luxemburgo (Podemos), que ficou em 7º lugar na votação para o senado no Tocantins. Marcelinho Carioca (Republicanos) teve pouco mais de 2.000 votos para deputado distrital em Brasília; o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello (PV) não foi reeleito deputado federal pelo Rio. Teve apenas 37.535 votos. Também Marcos Braz (PSDB), ex-vice de futebol do Flamengo, ex-vereador do Rio, teve 18.305 votos e também não conseguiu se eleger deputado federal.
Também tentaram e não se elegeram deputado federal os ex-atacantes Luís Fabiano (MDB-SP), Edmundo (PSDB-RJ), Washington Coração Valente (MDB-DF), Dinei (Avante-SP), Donizete Pantera (PL-RJ), e o lutador de MMA Felipe Sertanejo (PL-SP).
Já o ex-goleiro Danrlei (PSD-RS), do Grêmio, Atlético e outros clubes, foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul com 105.079 votos.
Da Comunicação
José Luiz Datena não conseguiu se eleger deputado federal, assim como Rachel Sheherazade (PSD) e Silvia Abravanel (PSD) filha do Silvio Santos, também dançaram na tentativa de uma cadeira federal em Brasília.
Jorge Kajuru (PSB-GO) que tem atuação destacada como senador por Goiás, não foi candidato à reeleição, por decisão própria. Quer cuidar melhor da saúde e pretende voltar a militar na imprensa.
Leila do Vôlei (PDT-DF), tentou e não conseguiu a reeleição ao senado pelo Distrito Federal.
Na Série C 2027
América confirmado na Série C, e só o torcedor paga por isso!
Lamentável que no futebol tantos erros sejam cometidos e nenhuma incompetência seja punida. Contratações erradas dentro e fora de campo, muito dinheiro jogado fora, arrogância no trato com o seu próprio torcedor e falta de transparência. A fórmula segura para o fracasso. Uma diretoria despreparada, que já deveria ter renunciado, mas que continua lá.
Triste ver o Coelho em destaque em toda mídia nacional por este lado negativo, muito bem resumido pelo @DataFutebol
“América Mineiro rebaixado para a SÉRIE C.”
Sim, isso mesmo.
Já brigou com o perigo na temporada passada mas conseguiu se manter, dessa vez não segurou. E caiu na 32º rodada com apenas 17 pontos (!)
Jogou a Série A cinco vezes entre 2016 e 2023, chegou a ir pra Libertadores em 2022, e chegou a eliminar o Barcelona em Guayaquil na pré-libertadores. Na Sula de 2023 foi até as quartas e foi eliminado pelo Fortaleza; detalhe: meteu 4×1 no Penarol nessa campanha.
Chegou nas semis da Copa do Brasil em 2020, nas quartas em 2022 e 2023. E após esses anos de exposição nacional e continental, o time vai disputar a terceira divisão pela primeira vez desde 2009.”
Quase no G4
Secando Fluminense e Bahia, com quem briga por uma das quatro primeiras colocações do Brasileiro, o Cruzeiro venceu o São Paulo por 2 a 0 e o placar ficou de ótimo tamanho para o São Paulo. Poderia ter sido uma goleada, pelo que a Raposa jogou. Chegou aos 48 pontos, passou o Fluminense (também 48) e o Bahia (46), mas eles jogariam ontem à noite, quando esta coluna já estava pronta. Os cariocas receberam o Coritiba e o Bahia pegou o Palmeiras em São Paulo.
Pena que o Matheus Pereira oscile tanto de jogo pra jogo, porque joga muito.
Deu um passe de calcanhar, incrível, para o Kaio Jorge fazer 1 a 0, aos 43 do primeiro tempo.
O mal e o bem da internet
Em 2015, o grande pensador italiano Umberto Eco disse que as redes sociais deram o direito à palavra a uma legião de imbecis, que antes só falavam nos bares sem prejudicar a coletividade. Disse também que as escolas deveriam ensinar o letramento digital e que a imprensa formal precisava criar equipes de especialistas para filtrar e verificar os dados disponíveis online”.
Verdade verdadeira. A imprensa formal não acatou a sugestão e foi engolida pelas redes. Por outro lado, graças à internet e às redes, o poder quase que ditatorial da imprensa foi reduzido a quase pó e deu voz e visualização a muita gente boa que usa bem as redes.
Lembrei disso ao ver um vídeo, resgatado pelo Futebol Nostálgico @futnostalgico em que a Renata Fã, hoje nome de destaque como âncora do esporte da Band, em 1999, declara amor ao Corinthians, apesar de ser, em primeiro lugar, torcedora do Internacional. Como a entrevista era para o Régis Resing, na época repórter nacional da Globo, na parceria com a RBS, ela nem pestanejou ao encher a bola do “Timão” e com isso ganhou visibilidade nacional, especialmente em São Paulo, a capital econômica do Brasil.
Atualmente, com a internet e as redes, isso não seria mais preciso. Ou não?
ECOS DO PASSADO

Em 1995 tive a satisfação de cobrir a Copa América, no Uruguai, uma das melhores, tecnicamente, da história. Profissionalmente também foi excelente e lá estavam companheiros como o Jorge Kajuru, nesta foto, em seus tempos de “peso-pesado” no corpo e na mídia nacional. Foi no estádio Centenário, onde o Brasil perdeu a final para os donos da casa. Na época o Kajuru era dono da Rádio K, em Goiânia, e comentarista do SBT.
Hoje ele é senador por Goiás, não quis se candidatar à reeleição, desiludido com a política, cuidando da saúde. Foi o vereador mais votado da capital goiana, eleito senador em 2018.
Amigo desde os tempos em que começamos juntos em Belo Horizonte. Eu na Rádio Capital, ele na Itatiaia, em 1979.





