Faltaram 841 votos para que Sete Lagoas voltasse a ter um deputado federal e, no mínimo, R$ 300 milhões em emendas impositivas circulando em nossa economia. Num universo de 167.285 eleitores aptos a votar, só aqui, sem falar das cidades da região.

As urnas dessas eleições 2026 nos levam novamente a uma reflexão que o jornal Sete Dias vive fazendo nestes 35 anos de circulação. As nossas lideranças políticas, empresariais e comunitárias precisam discutir novos caminhos que a cidade precisa tomar visando um futuro melhor para quem vive aqui.
Peguemos Divinópolis como exemplo. Ao longo da história, constantemente alguém traça paralelos econômicos, políticos e sociais entre essa pujante do Centro Oeste e nós.
Lá, as lideranças têm sido mais inteligentes, ágeis e competentes. Nos anos 1980/1990, assim como aqui, a siderurgia do ferro gusa era o motor da economia. Quando o setor dava sinais de esgotamento e a gangorra econômica nacional e mundial mostrava que era necessário partir para novas âncoras para o desenvolvimento sustentável, Divinópolis abriu os olhos. Depois de amplas discussões e polêmicas inevitáveis, partiu para a diversificação, com apostas em setores mais promissores como a confecção e serviços. O gusa perdeu protagonismo e a cidade deu um salto em qualidade de vida, oferecendo oportunidades de novos negócios, além de mais educação, cultura e lazer.
Em Sete Lagoas, não fosse o santo paroquialismo (atitude, visão ou comportamento de quem limita seus interesses, ideias e preocupações ao que é local, imediato ou restrito à própria paróquia), do governador Eduardo Azeredo (filho do sete-lagoano Renato) não teríamos a IVECO, que mudou a nossa economia, atraiu outras empresas gigantes e melhorou a faixa salarial local covarde que se praticava aqui. Mas a política local continuou atrasada e ainda regrediu. Em Divinópolis os políticos passaram a ser mais cobrados e a bagunça urbana, falta de transparência e conchavos dos grupos que se revezavam no poder deram lugar a uma grande conscientização popular. A salutar e necessária alternância de poder passou a ser praticada, com grupos completamente distintos na forma de agir se revezando, sempre sob cobrança das diversas camadas sociais.
O resultado é que a população passou a acreditar em suas lideranças locais e a despejar votos neles em suas pretensões estaduais e federais.
Abertas as urnas deste domingo passado, um cidadão divinopolitano escreveu em seu Instagram: @guiamara1 “Lembro de quando Divinópolis tinha dois deputados federais e um estadual e sofria tentando fazer uma 4ª força. Agora a cidade tem: 1 deputado estadual: Eduardo Azevedo 4 deputados federais: Lohanna, Ana Elisa, Gleide Andrade e Gleidson Azevedo 1 senador: Domingos Sávio 1 governador: Cleitinho”.
Parabéns a eles, e que aqui saiamos da letargia!





