CHICO MAIA -Dinheiro público e das Bet’s

“E agora Chico; se dinheiro das Bets é “pecado”, e dinheiro público para socorrer os clubes?” O atual governador repete Newton Cardoso e outros.  

Eu estava acabando de escrever a respeito quando chegou esse questionamento do Fernando Chaves aqui no meu blog.

Governador de MG, Mateus Simões, ao lado de Pedrinho (Cruzeiro) e representantes do Atlético-MG e América-MG Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

Vamos lá!

A melhor reação que li sobre essa história de o governador de Minas, em campanha pela reeleição, dar dinheiro aos três maiores clubes do estado, foi a do nosso Democrata, via twitter: @democratajacare

“E os invisíveis que se explodam! Só servimos pra ajudar a pagar as contas através dos tributos e da conta de energia.”

Foi um comentário na notícia dada pelo Planeta Futebol: @futebol_info “Governo de Minas Gerais anuncia R$ 32 milhões em “suporte” a Atlético, Cruzeiro e América. Galo e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, e o América-MG, R$ 2 milhões.”

Uai, e o “Estado mínimo” pregado pelo próprio governador e seus partidários?

E pode isso Arnaldo? Dinheiro público para empresas privadas?

Ou os três deixaram de ser SAF?

Ah, tá! Estamos no Brasil, onde sempre se dá um jeitinho, né?

Ainda mais em véspera de eleições.  

NOVO, mas antigo

O atual governador está encerrando o mandato de Romeu Zema, o único eleito pelo partido NOVO no Brasil, que prometia, jurava, que seria diferente, uma nova política. Até exigiam currículo e atestado de bons antecedentes de quem quisesse se filiar à sigla. Usar dinheiro público em campanha? Nem pensar? Nem do famigerado fundo partidário.

Mas, promessas são promessas, e a política continua do jeito que sempre foi.

Repeteco de Newton Cardoso

Com essa de injetar dinheiro nos maiores clubes do estado, Matheus Simões repete Newton Cardoso, que em seu mandato (1987 a 1990), deu o estádio Independência ao América e imediatamente depois teve que fazer agrados a Cruzeiro e Atlético, porque ambos estavam chiando. Na época, o estado negociou com o 7 de Setembro (dono do Indepa) e o reformou, em regime de comodato para que Galo e Raposa jogassem lá, enquanto o gramado do Mineirão era trocado. Como o 7 estava licenciado do futebol profissional, Newton Cardoso entregou o estádio ao América (time do coração dele), e na sequência o América negociou diretamente com o 7 e ficou em definitivo com o estádio. O Cruzeiro ganhou o ginásio poliesportivo que o estado tinha construído no seu antigo estádio JK (Barro Preto), e o Atlético recebeu um dinheiro em forma de patrocínio do Banco Credireal (estatal) para reformar a Vila Olímpica.

História que se repete

Antes de Newton Cardoso, dois outros governadores já tinham botado grana nos três clubes: Francelino Pereira e Hélio Garcia, em 1982 e 1986, quando o Credireal e o Agrimisa patrocinaram o Atlético; o BDMG/MinasCaixa, o Cruzeiro e o Banco Agrimisa (que foi estatizado), o América.   

Newton Cardoso ajudou o América em outros momentos, inclusive na transição do terreno onde atualmente é o Boulevard Shopping e nos tempos em que foi prefeito de Contagem, com o terreno de Três Barras. Já ex-governador, emprestou dinheiro dele ao Atlético, para ajudar na montagem da “Selegalo” em 1994, mas não foi doação. Ficou com um clube campestre que o Galo tinha nas margens da Lagoa da Pampulha, perto do Zoológico.

E lá se foi Gercy” – Atacante de um dos maiores times da história do Democrata

Pedro Luiz, Bertolo, Gerson Sales, Chiquinho e Gercy. Foto do acervo do democratense Zezé Gomes da Telemig

Quem teve o privilégio de vê-lo jogar diz que era um atacante fantástico, driblador e muito veloz. Gercy Gomes Duarte jogou também no Cruzeiro, nos anos 1960, depois de integrar um dos melhores times da história do nosso Democrata, vice-campeão mineiro em 1955 e 1957.

Morreu domingo, 27 de setembro, aos 94 anos, completaria 95 no dia 5 de outubro. Não tive o prazer de vê-lo atuar quando jogava profissionalmente, mas vi nos campeonatos internos do Clube Náutico, ainda jogando muita bola. Era uma pessoa formidável, papo agradabilíssimo.

Nascido na vizinha cidade de Prudente de Morais. Primo do meu pai, Vicente Barbosa Duarte.

Descanse em paz, caro Gercy.

À toda família, meus sentimentos.

Gercy, homenagens

Duas manifestações de dois nomes importantes do futebol mineiro, lamentando a morte do Gercy Gomes Duarte. Disse o jornalista, advogado e ex-presidente do América, Afonso Celso Raso: “Senti muito a notícia do falecimento do Gercy. Jogamos juntos nas seleções juvenis e junior, em 1950 e 1952. Muito bom de bola. Raça e técnica, duro na marcação, titular absoluto. Acho que somente ele e Paulinho não jogavam em times da Capital.

Dissolvida a seleção, após os jogos contra São Paulo e Cariocas, não nos encontramos mais. Queria visitá-lo em Sete Lagoas, mas fui deixando o tempo passar e fiquei em falta com ele. Rezo por ele e que Deus abençoe a família. Registro que ele poderia estar entre os melhores jogadores que já vi . Abraços”

José Luiz Gontijo, jornalista, ex-Band e Itatiaia: “Chico, Gercy foi ponta esquerda do meu time de botão do Cruzeiro, no final dos anos 50, início dos anos 60. Era um “madrepérola”, muito liso pela esquerda e fazia cruzamentos espetaculares para Abelardo. O tempo passa, o tempo voa. Amém!”

Bia, 5 meses!

Dona Terezinha (esq.) conhecendo a mais nova bisneta, Bia (Beatriz), maravilhosa, aos cinco meses, no colo da mãe, Bruna, sob o sorriso da avó Edilse (direita).

Puxe uma cadeira

É o título do livro de crônicas do Marquinhos Moreira, em que ele conta ótimas histórias do dia a dia da vida dele com os amigos e família aos longo de pouco mais de seis décadas muito bem vividas. Sensacional, especialmente os casos contados sobre o pai e a mãe dele, “Seu” Manoelzinho e Dona Ilca, da Motorsete.

Pena que a edição é limitada, presente para os amigos, mas breve estará à disposição no site da Amazon.

ECOS DO PASSADO

Depois de treino da seleção brasileira na Olimpíada de Sydney2000, antes da eliminação por Camarões, em Brisbane, Ronaldinho Gaúcho, aos 20 anos de idade. Entre eu (esq.), o repórter Alípio Nogueira, na época da Rádio K, de Goiânia, e dois companheiros de quem não lembro o nome neste momento.

Neste novo ciclo da seleção brasileira sob Ancelotti, o time empatou uma e venceu outra a Austrália e enfrenta a Índia neste sábado, em Calcutá. Jogos para a CBF ganhar muito dinheiro e para o treinador testar jogadores, cuja maioria não estará na seleção na Copa de 2030, por falta de futebol.

Mas o que me fez assistir boa parte do jogo em Brisbane, na vitória de 4 a 2, foi a ótima recordação que tenho dessa bela cidade da Gold Coast, uma das mais belas regiões da Austrália.

Estive lá durante os jogos Olímpicos de Sydney’2000. A seleção brasileira, comandada por Vanderlei Luxemburgo jogou lá e tinha jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Alex e outros grandes craques. Vanderlei era o técnico mais badalado do país, mas cavou lá a sua sepultura na seleção.

Neste estádio de Brisbane, o Brasil passou por um dos grandes vexames de sua história: mesmo com dois jogadores a mais em campo foi eliminado por Camarões na “morte súbita”. O time africano tinha Samuel Et’o como titular olímpico.

A seleção nesta partida: Hélton; Baiano, Fábio Bilica (Lúcio), Álvaro e Athirson (Roger Flores); Fábio Aurélio, Marcos Paulo, Fabiano e Alex; Lucas (Geovanni) e Ronaldinho.