
Uma amiga comentou comigo outro dia que alguém muito entendido das coisas espirituais lhe havia dito que cientistas haviam conseguido pesar a alma (ou espírito). E eu, sinceramente interessado, perguntei como poderia ser isso.
Ela me explicou que os pesquisadores pesaram uma pessoa moribunda e depois tornaram a pesá-la após a morte. E constataram uma diferença de peso. O cadáver pesava menos.
Não foi preciso pensar muito para concluir pela impossibilidade desse fato.
A alma é composta de substância completamente diversa de qualquer tipo de matéria existente, conhecida ou desconhecida por nós. Decorre daí ser impossível pesar a alma por instrumentos do mundo material.
O que há aqui é uma confusão causada pelo desconhecimento dos corpos que revestem a alma. O espírito possui vários corpos. Entre o espírito e o corpo físico há dois outros corpos: o perispírito e o duplo etérico.
O perispírito é o corpo que envolve o espírito. Durante o processo da reencarnação, o espírito necessita de uma interface para conectar o perispírito ao corpo de carne. Esse conector é o duplo etérico. O perispírito é de matéria muito sutil, também não podendo ser, como a alma, nem pesado nem fotografado. Com o duplo etérico já não é assim.
Quando morremos, a alma volta ao plano espiritual junto com seu perispírito, mas o duplo etérico permanece no espaço físico, por não pertencer ao plano espiritual.
Em experiências realizadas na Europa, em fins do século 19 e início do século 20, os médiuns, durante as sessões experimentais de materializações, eram colocados em balanças. Durante o transe eles expeliam uma substância pelos orifícios. Parte dessa substância é composta por esse corpo que chamamos duplo etérico. Enquanto o fenômeno se processava e os espíritos se utilizavam dessa substância, a balança registrava perda de peso nos médiuns. Ao final da sessão, quando a substância retornava aos seus corpos, o peso voltava ao normal.
Com tudo isso, podemos concluir que os supostos pesquisadores, a quem minha amiga fez referência, por desconhecimento da complexa estrutura psicofísica do homem encarnado, confundiram o duplo etérico com a própria alma. Confundiram o acessório com a essência.





