
Certa ocasião tive a satisfação (pode até parecer estranho o emprego da palavra satisfação, mas não há outra e, e creio que no decorrer do texto, o leitor amigo irá concordar comigo) de acompanhar o velório do pai de uma família muito cara ao meu coração, cujos membros, exceto o desencarnante (o pai), são espíritas militantes há muito tempo.
Momentos antes do último suspiro do pai, uma das filhas do moribundo, que é médium vidente, estava ao seu lado em um quarto de hospital, quando viu se aproximarem dois Espíritos que, na Terra, foram, respectivamente, a mãe e sogro de seu pai. Então a filha, que é estudiosa da Doutrina Espírita compreendeu imediatamente que os dois parentes vinham receber seu pai no seu regresso ao mundo espiritual. Nessa hora, ela não pensou duas vezes: aproximando os lábios dos ouvidos do pai, murmurou suavemente: “Vá com eles, papai, vá em paz e não tenha medo.” A médium viu, em seguida, a respiração de seu pai, que já era precária, diminuir calmamente até a completa extinção.
Imediatamente, a filha comunicou à mãe e à outra irmã o desencarne do pai, relatando, muito feliz, a cena que presenciou entre os dois mundos.
Que eu me lembre, foi a primeira vez que participei de um velório onde os sentimentos de alegria e gratidão à Misericórdia Divina fossem tão explícitos. E do começo ao fim do velório todos se mantiveram felizes por saberem que o pai estava amparado em seu regresso ao plano espiritual.
São esses os frutos que se pode recolher da Árvore da Vida, quando se unem elementos como conhecimento, mediunidade e merecimento.





