
Até o dia 19 de julho, quando duas seleções disputarão a final da Copa do Mundo 2026, o assunto será futebol. Pouca gente estará pensando que este é o ano mais importante para todo brasileiro. Ano de eleições quase gerais, em que se decide quem vai legislar e nos governar, nos estados e no país, nos próximos quatro anos.
No que se refere a nós, da região onde Sete Lagoas é referência, a urgência é uma só: precisamos eleger deputados locais, regionais, que nos tirem da orfandade política. Especialmente no âmbito federal, Sete Lagoas se fragilizou desde a saída de cena de Marcio Reinaldo, que trocou a cadeira de deputado pela de prefeito, em 2012.
Todos que vivemos aqui e nas cidades vizinhas precisamos nos engajar na ideia de se votar em candidatos locais. Não importa que haja contestações, por qualquer motivo, a um ou outro nome colocado. Precisamos ter consciência que um deputado estadual ou federal da terra será muito útil para a região. Especialmente agora, em que existem as emendas impositivas, que dão a prerrogativa ao deputado de decidir para onde serão destinados os recursos de suas emendas.
Infelizmente o Brasil ainda não adotou o voto distrital, em que o eleitor só pode votar em candidatos de sua região. Sendo assim, continuamos à mercê da compra de votos ou do voto descompromissado, nos candidatos “Copa do Mundo”, que só aparecem de quatro em quatro anos, negociam o voto e só reaparecem nas eleições dos quatro anos seguintes.
Para a presidência da república, quem raciocina e não tem “político de estimação”, torce fervorosamente para que surja uma opção viável, que nos tire dessa polarização ridícula, que mantém o Brasil no atraso.
E há opções à direita e ao centro. À esquerda fica cada dia mais difícil, a partir do momento em que quase todos os partidos se alinharam ao poder do Palácio do Planalto e não querem abrir mão dos privilégios que essa ligação proporciona.





