O país desgovernado, violência e corrupção em alta e as pesquisas de opinião continuam indicando que a tendência é piorar, com essa trágica polarização que poderá desaguar no segundo turno da eleição presidencial entre o péssimo e o muito ruim.
Com a campanha se intensificando na imprensa, entrevistas, debates e o início do horário eleitoral no rádio e TV (dia 28) será possível perceber que há candidatos sérios para votarmos como “terceira via”.
Resta torcer e até rezar para que a massa eleitoral acorde ou seja despertada para uma terceira opção que nos dê chance de ter uma luz no fim do túnel no dia 25 de outubro. E há opções, sérias e preparadas, especialmente entre os políticos mais experientes, que já foram testados nos parlamentos em Brasília, sem a mancha da corrupção, experiência comprovada no combate à criminalidade e que seja desenvolvimentista, sem demagogia, sem apelações baratas nas redes sociais para ganhar notoriedade.
E, quem sabe, um presidente da república sério que pense na possibilidade de reabrir o debate em torno da nossa forma de governo. Na seção “Memória Política Regional” desta edição do SETE DIAS, o jornal resgata a sua edição de 12 de março de 1993, que realizava enquete sobre o plebiscito que seria realizado naquele ano para decidir se o Brasil continuaria no regime presidencialista, se adotaria o parlamentarismo ou se retornaria à monarquia.
Ganhou a continuidade do presidencialismo, certamente porque o nosso presidente na época, era Itamar Franco, um político correto. Na sequência foi constatado que, da forma que é, esta forma de governo não dá certo aqui. Possivelmente, um plebiscito nos tempos atuais votaria pelo parlamentarismo, que facilita a troca de governo sem traumas, de forma simples, rápida, sem perder a governança.
Sonhemos, e oremos!





