
por Ana Vieira
Mentora de Mulheres | Idealizadora do Reequilíbrio Interior
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Existe uma diferença enorme entre querer ser admirada e desejar sentir-se bem consigo mesma. Ainda assim, quando uma mulher cuida da sua aparência, reconhece suas qualidades ou quer se sentir bonita, frequentemente escuta que está sendo vaidosa demais. Mas por que o autocuidado feminino incomoda tanto?
A autoestima não nasce diante do espelho. Ela começa no modo como nos enxergamos quando ninguém está olhando. É a capacidade de reconhecer qualidades sem negar os defeitos, de impor limites sem sentir culpa e de entender que nosso valor não diminui só porque alguém não nos aprovou ou não nos escolheu.
Além disso, a verdadeira autoestima não é feita de frases prontas repetidas no espelho. Ela se constrói na experiência cotidiana de confiar em si. Cada vez que você cumpre uma promessa que fez a si mesma, aprende algo novo, encara uma conversa difícil, diz “não” quando necessário ou deixa de aceitar o que a machuca, você está fortalecendo a sua estrutura emocional.
Também precisamos parar de atrelar a autoestima a uma estética perfeita. Cuidar do corpo é prazeroso, mas não deve virar uma negociação com o espelho. Envelhecer, mudar de peso, alterar o cabelo ou passar por fases em que não nos achamos atraentes não nos torna menos dignas de respeito e amor. O grande problema é quando a opinião dos outros se transforma na medida do nosso próprio valor.
Quantas mulheres deixam de usar certo tipo de roupa, ocupar espaços, aparecer em fotos ou lançar um projeto por acreditarem que ainda não estão “prontas”? Talvez seja o momento de inverter essa lógica: não espere estar perfeita para começar a viver. A própria vivência é a melhor ferramenta para construir confiança.
Pratique algo fundamental: pare de falar consigo mesma de um jeito que nunca falaria com alguém que ama. A autocrítica rígida não produz evolução; ela gera apenas o medo de errar. Troque a crueldade pela honestidade acolhedora.
Autoestima não tem nada a ver com vaidade fútil. Autoestima é autonomia emocional. É reconhecer o próprio valor sem depender de aprovação externa e entender que você já merece ocupar o seu lugar no mundo.






