Paciente com corte na mão recebe atestado por queimadura de 2º grau na UPA de Sete Lagoas

Uma semana após o caso da morte de uma paciente liberada por engano da UPA Dr. Juvenal Paiva, mais um caso de erro cometido pelo centro de saúde é registrado: uma paciente que teve corte na mão acabou por receber um atestado médico com Código Internacional de Doenças (CID) com numeração errada. De acordo com a Prefeitura de Sete Lagoas, o laudo será retificado.

CID de atestado apresenta numeração sobre queimadura de segundo grau / Foto: cedidas ao SETE DIAS
CID de atestado apresenta numeração sobre queimadura de segundo grau / Foto: cedidas ao SETE DIAS

A situação aconteceu na última quinta-feira (29). A paciente acabou se acidentando em casa e foi na UPA; de acordo com sua filha, o atendimento foi normal e sem intercorrências. Após receber os pontos na mão, o médico entrega um atestado de sete dias: no CID, o profissional coloca a numeração referente a uma queimadura de segundo grau.

“[Com este CID no atestado] a empresa não aceita e ela corre o risco do local descontar o salário esses 7 dias. Fomos até à UPA novamente e eles disseram que se quiser [ter um novo atestado] tem que esperar até a próxima quinta pro médico desfazer o erro dele”, comenta a filha da paciente.

Em nota, a Prefeitura pediu desculpas pelo erro e informou que o CID será retificado. Os usuários podem relatar este e outros casos através da Ouvidoria Geral do Município: a manifestação pode ser feita pela internet, através do e-mail ouvidoria@setelagoas.mg.gov.br; pelo telefone (31) 3772-0108 entre 8h às 16h, ou pelo site https://www.setelagoas.mg.gov.br/ouvidoria.

Veja nota na íntegra:

“Informamos que o CID será devidamente retificado no atestado.

Ressaltamos que a Ouvidoria é o nosso canal oficial para o recebimento de manifestações, denúncias, reclamações e sugestões. No entanto, o usuário também poderá procurar diretamente a Direção da UPA ou a Coordenação de Enfermagem sempre que considerar necessário, para esclarecimentos ou encaminhamento de suas demandas.

Por fim, apresentamos nossas sinceras desculpas pelo transtorno ocasionado e reafirmamos nosso compromisso com a qualidade do atendimento, o respeito e a satisfação dos nossos usuários”.

Morte de paciente

A administração municipal continua na apuração da morte de Terezinha Nunes Fonseca da Silva, de 71 anos, que foi liberada após um diagnóstico de infecção urinária. A senhora chegou na madrugada da última quarta-feira (28) com muitas dores e, após insistência de uma das filhas, foi atendida. Porém, ela teve alta da unidade mas morreu cinco minutos após, ao chegar em casa.

Um dos profissionais envolvidos no caso, médico, foi afastado das atividades (e não demitido, como tinha informado o município na primeira nota à imprensa). Outro profissional segue sob investigação acerca do seu procedimento no atendimento à Terezinha. Não houve acionamento de forças de segurança, por isso, a Polícia Civil não investiga o caso.