Recesso escolar de outubro vira oportunidade para desconectar crianças das telas em Sete Lagoas

Inicia nesta terça-feira (13) o recesso escolar de outubro em Sete Lagoas. Com a emenda do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, os estudantes das redes municipal, estadual e privada estão com as atividades suspensas, em uma pausa que vai até o final desta semana. O retorno às salas de aula acontece na próxima segunda-feira (19).

Foto: iStock Photo
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Para a Secretaria Municipal de Educação de Sete Lagoas, o período funciona como um respiro estratégico antes do encerramento do ano letivo. De acordo com a diretora educacional, Alexandrina Guimarães, a folga é essencial para recuperar as energias físicas e mentais de alunos e professores, visando as avaliações que se aproximam.

“Nós estamos na última etapa do ano, o último bimestre, e os alunos estão se preparando para fazer as avaliações finais, especialmente o Sistema Mineiro de Avaliação (Simave), que terá início logo após o recesso. É importante que esses estudantes deem uma respirada, que estejam prontos, renovados e com as forças recarregadas”, avalia.

Se por um lado a pausa é vista como estratégica, por outro, muitas famílias enfrentam o desafio de preencher o tempo livre dos filhos sem recorrer ao uso excessivo de celulares, tablets e televisores. A superexposição digital na infância tem sido pauta constante de debates sobre desenvolvimento motor e social.

Como alternativa prática a esse cenário, instituições de ensino da cidade defendem que o contato com a natureza e as atividades manuais devem fazer parte do cotidiano das crianças durante todo o ano, ganhando força nos dias de folga. É o caso da escola Maple Bear Sete Lagoas, que adota uma filosofia voltada para a exploração de ambientes externos e o resgate das brincadeiras tradicionais.

Roseane Vinte, diretora da Maple Bear Sete Lagoas / Foto: divulgação

Roseane Vinti, diretora da Maple Bear Sete Lagoas detalha a conduta aplicada no dia a dia dos alunos:

“Aqui na Maple Bear nós priorizamos uma cultura de exploração dos ambientes. Temos o tempo das crianças realizarem atividades externas e leitura, de modo que o uso de celular e recursos digitais não acontece na escola. Nas reuniões com as famílias, nós sempre procuramos discutir isso: o uso de telas e de celular deve ser reduzido ao máximo possível”, explica.

A educadora ressalta que a substituição dos dispositivos eletrônicos por programações físicas não deve ser encarada apenas como um “tapa-buraco” para os dias sem aula, mas sim como um hábito saudável que impacta diretamente na coordenação e na sociabilidade dos pequenos.

Maple Bear em Sete Lagoas / Foto: divulgação
Maple Bear em Sete Lagoas / Foto: divulgação

“Na educação infantil, nós devemos priorizar o corpo e o movimento. A criança tem necessidade de se movimentar, de ter contato com plantas, bichos e espaços abertos para o seu desenvolvimento motor e social. No parquinho, por exemplo, elas conversam, convivem e vivem a infância plenamente com seus pares. Para nós, afastar as crianças das telas não é uma preparação específica para o recesso, é uma atitude que deve permanecer durante toda a infância. A orientação é aproveitar essa semana para levar os filhos a parques, praças abertas e museus”, complementa Roseane Vinti.