Um sorriso torto, dificuldade repentina para falar ou perda de força em um dos braços. Esses sinais, que podem surgir de forma inesperada, estão entre os principais sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame. Segundo a Organização Mundial do AVC (WSO), uma em cada quatro pessoas com mais de 25 anos terá um AVC ao longo da vida. Reconhecer rapidamente as alterações e buscar atendimento médico imediato pode salvar vidas e reduzir o risco de sequelas permanentes. Por isso, o Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado em 29 de outubro, chama atenção para o tema.

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC isquêmico, causado pela obstrução de uma artéria, representa cerca de 85% dos casos. Já o hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso, corresponde aos outros 15%.
O neurologista cooperado da Unimed-BH, Fidel Meira, explica que os sinais costumam aparecer de maneira súbita e nem sempre são acompanhados de dor. “Muitas pessoas associam o AVC a uma dor de cabeça intensa ou à perda de consciência, mas nem sempre isso acontece. Uma alteração repentina na fala, um sorriso assimétrico ou a perda de força em um braço já são motivos para buscar atendimento de emergência. O mais importante é não esperar para ver se a pessoa melhora”, alerta.
Como reconhecer rapidamente um AVC?
Uma maneira simples de identificar os principais sinais é utilizar o termo Vá De S.A.M.U., que ajuda a memorizar os sintomas:
• Va – Visão Alterada: perda de visão em um olho ou de campo visual, visão dupla.
• De – Desequilíbrio: incoordenação, vertigem.
• S – Sorriso: peça à pessoa para sorrir e observe se um dos lados do rosto fica torto.
• A – Abraço: peça para levantar os dois braços. A dificuldade para erguer ou manter um deles levantado pode indicar perda de força.
• M – Mensagem: peça para repetir uma frase simples. Fala arrastada, confusa ou dificuldade de compreensão são sinais de alerta.
• U – Urgência: diante de qualquer uma dessas alterações, acione imediatamente ajuda médica.
Outros sinais incluem dificuldade para caminhar, tontura e dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.
O que fazer diante de uma suspeita?
A principal orientação é acionar o atendimento de emergência, anotar o horário em que as alterações começaram ou o último momento em que a pessoa foi vista sem nenhum sintoma. Além disso, não é indicado oferecer alimentos, bebidas ou medicamentos por conta própria. “Quando falamos de AVC, cada minuto faz diferença. Quanto mais cedo o paciente chega a um serviço preparado para o atendimento, maiores são as possibilidades de tratamento e recuperação. Mesmo que os sintomas desapareçam espontaneamente, é fundamental procurar avaliação médica, pois eles podem indicar um ataque isquêmico transitório (também conhecido como AIT), que também exige atenção urgente”, orienta o neurologista.
Nathalia Gorito, Unimed-BH






