Tadeu Machado – Do rádio esportivo à contabilidade

da Redação

Atualmente, Sebastião Tadeu Machado é mais conhecido pelo escritório Contabilidade Machado, um dos mais respeitados do segmento em Sete Lagoas e região, que funciona na Rua João Libório Júnior, 95 – Bairro São Geraldo.

Tadeu Machado com a esposa Arlete, o filho Virgílio e o neto Benício

Mas durante os anos 1960/1970 ele era o Tadeu Machado, um dos principais nomes da imprensa esportiva de Minas. Tempos em que o Democrata disputava o título do Campeonato Mineiro, quase que em igualdade de condições com Atlético, Cruzeiro e América. O desequilíbrio acontecia nas arbitragens.

Durante nove anos o nome dele era sinônimo de esporte, futebol principalmente, na cidade, à frente do microfone da Rádio Cultura, então a única emissora de Sete Lagoas, e com a coluna Esporte por Esporte, no O Jornal do Centro de Minas, também o único jornal sete-lagoano.

A popularidade lhe valeu convites para atuar na política da cidade, mas ele gostava mesmo era de estudar e trocou a vida de radialista pela de contabilista, a convite do primo Necésio Machado Sobrinho, ex-Três Poderes, atual Auto Molas Nadal.

Em 2018, Tadeu foi homenageado com o Diploma de Honra ao Mérito de Sete Lagoas pela Câmara Municipal, pelos relevantes serviços prestados ao município. 

Tadeu Machado mantém a sua rotina de trabalho no escritório e distante da vida agitada da Comunicação. Junto com a esposa Arlete, curte o neto Benício, de um ano e oito meses, o filho Virgílio e a nora Fernanda Keller Chamon Fonseca.

Em encontro dos antigos colegas da Rádio Cultura, nos anos 1990, Tadeu Machado (direita) e o fundador da rádio, empresário Moacir Melo Moreira.

Nascido em São Bento, na época município de Jequitibá, atualmente Funilândia, Tadeu Machado falou ao SETE DIAS sobre a vida profissional e Sete Lagoas, de ontem e hoje.

RÁDIO E CONTABILIDADE

– Minha primeira profissão foi a de radialista, no departamento de esportes da Rádio Cultura, onde entrei por concurso, e realizei um sonho de criança. Como radialista fui repórter esportivo, narrador e comentarista. Tive a sorte de testemunhar o título de campeão do centenário da cidade, conquistado pelo timaço do América do Papavento no campeonato amador, cujos diretores eram, entre outros, Rubens Lemos e Juvenil Rocha Ribeiro. A segunda é a que exerço até hoje, que é a de contabilista, formado no Colégio Estadual Professor Maurilo de Jesus Peixoto.

POR CONCURSO

– Com muita vontade de ser locutor, fiz o concurso, passei, e fui encaminhado para o departamento de esportes, comandado por Fernando Alves. Na Rádio Cultura fiquei em torno de 9 anos. Também escrevi a coluna “Esporte por Esporte” nos jornais da época.

A MUDANÇA

– Ainda radialista, recebi uma proposta do primo Necésio, para sermos sócios num escritório recém-criado, que se tornou no Escritório Machado Ltda. Desde sua fundação, continuo exercendo a profissão de contabilista, o que faço com muito orgulho, mas hoje no Machado Contabilidade.

MELHOR TIME QUE VIU

– O Santos, que vi jogar no Mineirão, contra o Cruzeiro, e que tive a felicidade de, como repórter, entrevistar Pelé.

MELHOR DEMOCRATA

– Foi aquele que decidiu com o América o título mineiro (1957), tornando-se vice-campeão da temporada. Só não me lembro da escalação.

MELHOR BELA VISTA

– Meu pai era Belavistano. E me levava aos jogos. Não me lembro da escalação, mas o melhor time foi o que teve Genuíno como seu principal jogador da época.

EXPERIÊNCIA NA POLÍTICA

– Foi apenas razoável. Cheguei a ser suplente de vereador e, depois, candidato a vice-prefeito.

MELHORES JOGADORES QUE VIU

– Da cidade: Genuíno, Bertolo, Vaguinho e Silvinho. Do mundo: Pelé e Sívore (argentino); este não vi, mas acompanhei pelo rádio. Os argentinos o comparavam a Pelé. Eram os rivais da época.

CRESCIMENTO DE SETE LAGOAS

– Até certa época seu crescimento foi acanhado. Mas, com a Fábrica de Tecidos e a siderurgia, houve impulsão e passamos a ter mais oportunidades, inovações e investimentos, principalmente no comércio. Houve aumento da oferta de empregos pelo comércio, pequenas industrias chamadas secundárias, além de prestadores de serviços, como o nosso escritório, por exemplo.

A COMUNICAÇÃO LOCAL

– Cumprindo o seu papel, com isenção como deve ser. Mundial: infelizmente, tendo que generalizar, parcial, política, e não cumprindo o ordenamento da formação do jornalismo.