Veja mais detalhes sobre a intervenção administrativa da Prefeitura na CCT da Turi

A greve e os indícios de “retenção indevida de receitas tarifárias” foram as principais motivações para que a Prefeitura de Sete Lagoas decretasse a intervenção administrativa no sistema de compensação tarifária e de bilhetagem eletrônica integrada controladas pela Turi. O secretário municipal adjunto de Administração, Charles Generoso Baracho, será responsável pela gestão e fiscalização direta da operação durante o período.

Foto: Filipe Felizardo

O decreto assinado pelo prefeito Douglas Melo (PSD) indica que a intervenção terá prazo inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada uma única vez pelo mesmo período. A administração municipal afirma que a medida tem caráter cautelar, fiscalizatório e investigatório.

Para basear a intervenção, a Prefeitura usou relatórios da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB): estes apontaram que a Turi não fez 99,46% das viagens programadas no dia 22 de abril, início da paralisação dos funcionários. Além disso, o documento descreve as suspeitas de irregularidades na gestão financeira da Câmara de Compensação Tarifária (CCT) – equipes técnicas identificaram inconsistências entre sistemas de bilhetagem, telemetria e registros financeiros, além de restrições de acesso a sistemas operacionais e bancários considerados essenciais para fiscalização do serviço.

Intervenção não paralisa serviço

A Prefeitura informou ainda que a intervenção não afasta as concessionárias da operação regular do transporte coletivo, permanecendo válidos os contratos de concessão. A atuação do município ficará restrita à supervisão financeira, tecnológica e operacional da bilhetagem eletrônica e da Câmara de Compensação Tarifária. Entre os objetivos definidos no decreto estão assegurar a continuidade do transporte coletivo, garantir acesso integral do poder público aos sistemas operacionais e impedir ocultação ou destruição de dados financeiros e tecnológicos ligados ao serviço.