SSVP repudia ocupação de imóvel feita pela União Colegial de Sete Lagoas

Em uma nota oficial divulgada neste domingo (5), o Conselho Central Santa Paulina afirma que não foi procurado anteriormente pela União Colegial de Sete Lagoas acerca do imóvel da Rua Floriano Peixoto, que está ocupado por manifestantes desde a manhã de sábado (4). A entidade denuncia também a depredação do local e relata preocupação sobre a preservação de bens pertencentes à Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP).

Imóvel da polêmica. Foto: Cedida ao SETE DIAS

Assinada por Ione Maria Carlos Vieira, presidente do Conselho, a entidade afirma que está no espaço desde 2004 após solicitação ao poder público, e que antes da instalação das atividades da SSVP no local, o imóvel estaria abandonado. “Ao longo desses mais de 20 anos, a Sociedade de São Vicente de Paulo zelou pelo imóvel, deu a ele finalidade social e manteve o espaço em uso contínuo, público, pacífico e de boa-fé”, diz o comunicado.

A organização aponta que busca a usucapião do imóvel e que quaisquer discussões sobre a propriedade do bem deve ser feita pelas vias legais. O Conselho Central Santa Paulina completa o comunicado repudiando “qualquer forma de invasão, depredação, intimidação ou tentativa de tomada do imóvel por meios que não sejam os legalmente reconhecidos”.

Situação

Manifestantes ligados à União Colegial de Sete Lagoas ocuparam o imóvel pela manhã de sábado (4) apontando que são proprietários do espaço e que sairão apenas por decisão judicial. A Polícia Militar foi acionada, fazendo o isolamento do quarteirão da Rua Floriano Peixoto. Durante todo o dia reuniões aconteceram para decidir os rumos da situação. Imagens obtidas pelo SETE DIAS mostram que idosos, adultos, crianças e jovens estavam no local, que teve a energia elétrica desligada no meio da tarde.

Veja a nota na íntegra: