
O professor e ator sete-lagoano Paulinho do Boi foi escolhido pela assessoria de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para protagonizar as mídias oficiais da campanha à reeleição do presidente em Sete Lagoas. Ele está gravando vídeos em projetos que estão sendo implantados na cidade pelo Governo Federal. O material já vem sendo divulgado nas redes sociais oficiais do candidato.
KALIL NÃO VEIO
O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), cancelou visita a Sete Lagoas que estava marcada para o último domingo (13). Ele estaria acompanhado do candidato a deputado federal Caio Valace. Nas redes sociais, Caio justificou o cancelamento informando que Kalil passou por um procedimento oftalmológico.
DO NADA, ZEMA
Quem apareceu por aqui, mas sem qualquer divulgação prévia da agenda, foi o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). No sábado (12), ele passou pelo Hospital Regional, visitou o Mercadão, um comércio do setor agropecuário e almoçou com apoiadores na Churrascaria Três Marias. Tudo sem muito alarde — bem diferente das visitas que fazia como governador, quando costumava atrair um número muito maior de pessoas.
PREOCUPAÇÃO COM O IPVA
Um grupo de prefeitos mineiros promete questionar, por meio de uma carta pública, o candidato ao Governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre sua proposta de redução do IPVA. A preocupação se refere ao impacto da medida sobre os cofres municipais. Por lei, 40% da arrecadação do imposto é destinado aos municípios.
IMPACTO EM SETE LAGOAS
Em Sete Lagoas, a discussão sobre uma eventual redução do IPVA também acendeu o alerta. Segundo dados do Portal de Transferências Constitucionais do Banco do Brasil, o município havia recebido, até a última segunda-feira (14), aproximadamente R$ 70 milhões em repasses referentes ao IPVA de 2026.
JUSTIFICATIVA
Por meio de sua assessoria, Cleitinho Azevedo apresentou à imprensa de Belo Horizonte uma alternativa possível para compensar os municípios. “Com a redução do IPVA, a compensação dessa perda. Uma possibilidade é rever parte dos incentivos fiscais, que chega a quase R$ 30 bilhões, e usar uma parcela desses recursos para compensar os municípios”, afirmou.
FOI QUESTIONAR A PARADA…
A 15ª Parada LGBTQIAPN+ de Sete Lagoas, realizada no último fim de semana, no Parque Náutico da Boa Vista, gerou polêmica. O vereador Deyvison da Acolher Saúde (Solidariedade) foi à tribuna da Câmara questionar o uso de recursos da Saúde nas ações do evento e sugeriu que o dinheiro poderia estar sendo usado na compra de insumos para a rede. A pergunta ficou no ar: era recurso livre ou verba carimbada? E a resposta veio forte.
… RODRIGO NÃO DEIXOU BARATO
O vereador Rodrigo Braga (MDB) não deixou passar. Rebateu Deyvison e lembrou que as ações realizadas na Parada eram de prevenção e específicas à saúde da população LGBTQIAPN+, com verba estadual vinculada e específica para esta ação. “Não faltam insumos para este público. Estamos falando de ação preventiva”, disparou.
VERBA TINHA ENDEREÇO
A resposta dos movimentos LGBTQIAPN+ também veio com documento do endereço certo para o dinheiro: não eram recursos gerais da Saúde, mas verba estadual específica e vinculada à saúde da população LGBT. Dos recursos recebidos, 18% foram destinados às ações da Parada. E Rodrigo Braga ainda levantou o tom: “Falas que alimentam o preconceito, disfarçadas de homofobia. Todos sabem das verbas vinculadas. Parece picardia, partindo de aluno de Medicina. Onde vamos parar?”, questionou, em referência a Deyvison.
ERALDO QUESTIONA O NÚCLEO
O vereador Eraldo da Saúde (PSB) liderou na Câmara de Sete Lagoas críticas ao CORE Saúde, novo sistema de regulação de leitos implantado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para substituir o SUSFácil. Segundo ele, os pacientes estão esperando por longas prorrogações pela liberação de vagas, além de haver questionamentos sobre transferências para municípios distantes e os critérios adotados.
É GERAL
O tema também chegou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde foram relatados casos de pacientes encaminhados para vagas inexistentes ou unidades sem a especialidade necessária. Os municípios também apontaram dificuldades na implantação e no funcionamento do novo sistema. Se a promessa era agilizar a regulação, o CORE ainda precisa provar que veio para resolver — e não para complicar.
MEMÓRIA POLÍTICA
Em 1986, o então prefeito Marcelo Cecé foi homenageado durante a comemoração de seus 50 anos, em uma grande festa realizada no salão nobre do Clube Náutico. O fotógrafo Leo Drummond registrou o momento em que o aniversariante recebeu uma placa especial dos amigos Delcio Menezes, o Chapinha, Marcelo Chaves, Toninho Lanza, Álvaro Costa e Ayerton Romano Silva, o Sinonô.

Cecé comandou a Prefeitura de Sete Lagoas pela primeira vez entre 1983 e 1988, em um mandato de seis anos estabelecido por uma reforma eleitoral promovida pelo regime militar. Eleito deputado estadual em 1994 com 41.058 votos, pelo PTB com o número 14118. Retornou à prefeitura, eleito em 1996, e cumpriu o segundo mandato entre 1997 a 2000. Ele morreu no dia 28 de janeiro de 2024, aos 88 anos de idade, em consequência de problemas renais.
Foto gentilmente cedida por Beto Andrade.





