CHICO MAIA – E lá se foi o querido Tio Chico!

Como foi difícil esta semana, depois de nos despedirmos no dia 11, do irmão do meu pai: Francisco Barbosa Duarte, o “Chico Verde”, servidor aposentado da Embrapa, aos 88 anos idade. Dessas raras pessoas que vêm ao mundo só para praticar o bem ao próximo, seja quem for.

Dedicado à família e ao voluntariado na assistência aos mais necessitados, com atuação marcante na Vila Vicentina em Sete Lagoas e casa de idosos de Santana de Pirapama, além de organizador e participante de centenas de mutirões para construções de casas para gente simples na região.

Nascido em Prudente de Morais, ele se junta agora na paz celestial ao meu pai, Vicente, às irmãs Maclina, Joaquina, Lídia, Maria e Tereza.

Era viúvo, da tia Odilia que se foi em 3 de dezembro de 1992 com quem teve os filhos: Aparecida, Edson, Elcio, Elvécio, Sueli e Evandro, primos queridos, a quem manifesto mais uma vez os meus sentimentos.

Ficam a saudade, os grandes exemplos de cidadão e a gratidão de todos nós que tivemos o privilégio de conhecê-lo e conviver com ele.

A sua bênção, caro Tio Chico!

E como diz o Milton, “qualquer dia a gente se encontra”!

A partir da esquerda: Evandro, Sueli, Elvécio, Élcio, Edson, Aparecida e Chico

Invasores dos novos tempos

O Brasil tirou João Martins, e o chefe dele, Abel Ferreira, da periferia do futebol. Na segunda-feira, 14, li essa twittada do @golsdobrasil1: “O futebol reflete a sociedade do país.” João Martins, auxiliar do Palmeiras, criticou a suspensão de Abel Ferreira pelo STJD e relacionou a decisão ao cenário político brasileiro.”

Comentei lá: escória europeia. Esse aí então, é useiro e vezeiro em vomitar essas bobagens sem ser contestado nessas coletivas ou duramente criticado por jornalistas especialmente de São Paulo, que ouvem esse tipo de asneira quase que semanalmente. Dele ou do chefe Abel, o arrogante mor, criador de factóides. Só são relevantes no futebol brasileiro. Nem Portugal confia no trabalho deles. Tanto que a seleção portuguesa teve um técnico espanhol na Copa do Mundo 2026.

Falastrões inconsequentes

Abel Ferreira é o treinador português de maior sucesso no Brasil e o seu trabalho no Palmeiras escancarou as portas dos nossos clubes para que outros portugueses fossem contratados.

O técnico do Palmeiras é também um ótimo criador de factoides, quando o time vai mal. Com isso atrai a atenção da imprensa e torcida para ele, protegendo os seus jogadores e preservando o ambiente interno. Pena que costuma exagerar. Fala asneiras, desrespeita as pessoas com gestos e palavras e se posiciona como se fosse um “colonizador”, dos tempos áureos do império português.

E, pior: o principal auxiliar dele, João Martins, que o acompanha desde as categorias de base do Sporting Lisboa, passa do ponto mais que ele, ao querer colocar a posição geográfica onde eles nasceram acima da nossa.

João Martins

Esse infeliz disse após a vitória sobre o São Paulo, sábado: “Na universidade eu tive uma disciplina que era ‘História do Esporte’. E há um estudo que diz que o futebol é a cara da sociedade do país. O futebol da Noruega é a cara da sociedade da Noruega, o futebol de Portugal é a cara de Portugal e o futebol do Brasil é a cara da sociedade do Brasil. O futebol reflete a sociedade do país.”

Possivelmente nessa Universidade ele também aprendeu, e finge não saber, que Portugal até fins do Século XX, era periferia cultural e econômica da Europa. Por medo da Revolução Científica, do Iluminismo e questões religiosas (Inquisição), o império português fechou o país culturalmente durante os séculos XVI, XVII e início do XVIII, isolando-se do resto do mundo. Fazia grandes fogueiras com livros de autores estrangeiros. Economicamente viva da exploração das riquezas naturais do Brasil, Angola, Moçambique e outras colônias.

Origem ruim

Certamente este João Martins deve ter aprendido também nessa ou outra Universidade, que os portugueses foram os mais cruéis colonizadores da humanidade, a ponto de cortar a língua de nativos e escravizados africanos que se recusavam a aprender a falar português.

E mais: não transferiam conhecimento. A nossa sorte foi Napoleão Bonaparte, que ameaçou e invadiu Portugal, obrigando Dom João VI a vir com toda a Corte para cá em fins de 1807. Com ele, uma das maiores bibliotecas do mundo. E como não sabia quanto tempo ficaria por aqui, foi obrigado a implantar escolas, instituições públicas, hospitais etecetera e tal. Mas, também, vieram na comitiva, todo tipo de corrupto e bandido que havia na Corte lusitana.

Banda do mal

E infelizmente a banda podre portuguesa fez escola por aqui, criando o “jeitinho brasileiro” e esquemas variados para levar vantagem em tudo, certo? Aí, João Martins pode ter razão ao dizer que “que o futebol é a cara da sociedade do país”. No nosso caso, a cara dos nossos invasores, auto intitulados “colonizadores”.

Caso ele não tenha aprendido esse lado nefasto da história dos antepassados dele na Universidade lá, sugiro obras do jornalista brasileiro Laurentino Gomes, sucesso de vendas inclusive em Portugal: 1808, 1822, 1889, Escravidão I e Escravidão II.

Tempos atrás, este mesmo João Martins disse numa entrevista que o futebol brasileiro tem pouca credibilidade em outros países: “Não por falta de qualidade dos jogadores, mas por falta de transparência…”

Ora, ora! E o futebol português? O que é o futebol português fora de Portugal? Quem dá bola?

O próprio Abel Ferreira e este auxiliar, cujo primeiro clube grande em que trabalham é o Palmeiras. Antes, trabalharam nas categorias de base do Sporting, no Braga, Vizela e PAOK, da Grécia.

O Palmeiras os tirou da periferia do futebol, deu-lhes visibilidade e aqui no Brasil eles conquistaram seus primeiros títulos.

Felicidade alvinegra – Na Arena MRV, Leo da Padaria Iporanga (esq.) com o grande jornalista Breno Galante, da Band e dono de um dos melhores canais sobre o Atlético na internet, YouTube e redes sociais. Atleticanos felizes demais com o show do Galo no Santos, quarta-feira, e a classificação para a semifinal da Copa Sul-americana.

No Quintal do Bill – Na recepção do Dênio Rodrigues aos amigos, em Inhaúma, o atleticano Márcio (esq) ao lado dos cruzeirenses Bruno Vilas Boas Abreu e Dênio, atleticano Eduardo Rocholi (direita); do cruzeirense Flavinho Rodrigues e do atleticano pirapamense Heber Moreira.

ECOS DO PASSADO

Grande time da Recapagem Santa Helena, campeão da Chave Ouro, do Clube Náutico, em 1995. Observem o detalhe do gramado, dos tempos da grama grossa, e da marcação do campo com cal.

A partir da esquerda, Fernando, Abelardo, Agnaldo, Danilo, Gilmarzinho e Lú; Serginho Dias, Deninho, Mexicano, Juarez Leandro e Píula.