Tirzepatida além da balança: qual o impacto na saúde sexual do homem?

por Dr. Gelbert Luiz Chamon do Carmo Amorim
Urologista, Mestre em Biomedicina, Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, Coordenador da Residência em Urologia da Santa Casa de Belo Horizonte e Coordenador da Comissão de Residência Médica do Hospital Municipal Sete Lagoas | Contato: (31) 3774-7500 > Instagram: @institutogelbertchamon

Obesidade, testosterona baixa e disfunção erétil frequentemente fazem parte do mesmo cenário metabólico.

A tirzepatida, agonista GIP/GLP-1, promove perda de peso expressiva e melhora da resistência à insulina. A redução da gordura visceral pode trazer benefícios indiretos sobre inflamação, função vascular e equilíbrio hormonal — fatores importantes para a ereção e a libido.

No homem obeso com disfunção erétil, queda da libido ou cansaço, não basta dosar testosterona ou iniciar reposição hormonal. A avaliação deve incluir testosterona total matinal, confirmada em uma segunda coleta quando reduzida, SHBG e testosterona livre quando indicados. LH, FSH, prolactina, estradiol, TSH, glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico complementam a investigação conforme o caso.

A tirzepatida não é atualmente um tratamento específico para disfunção erétil ou deficiência de testosterona, mas pode integrar uma abordagem mais ampla da saúde sexual masculina ao tratar obesidade e alterações metabólicas associadas.

Tratar a ereção é importante. Investigar o metabolismo e o ambiente hormonal por trás dela pode ser ainda mais importante.