
por Ana Vieira
Mentora de Mulheres | Terapeuta de Desenvolvimento Humano
Mulher, senta aqui comigo, toma um café e respira fundo. Deixa eu te fazer uma pergunta bem direta: quantas abas estão abertas na sua mente agora?
Se você é como muitas mulheres, sua lista de tarefas parece nunca terminar. Você já dorme pensando no que precisa resolver no dia seguinte e, muitas vezes, assume tantas responsabilidades que isso passa a ser visto como algo natural.
Mas nem sempre é.
O que parece apenas uma rotina intensa pode, na verdade, revelar uma sobrecarga mental que foi sendo acumulada ao longo do tempo.
A ansiedade pode aparecer de diferentes formas e, muitas vezes, o corpo e a mente começam a dar sinais de que algo precisa ser revisto. Irritabilidade, dificuldade para desacelerar, esquecimentos frequentes, cansaço persistente ou aquela sensação de estar sempre em alerta merecem atenção.
Por muito tempo, fomos ensinadas a admirar a mulher que dá conta de tudo. A que resolve, cuida, trabalha, organiza e segue em frente sem demonstrar cansaço.
Mas até quando?
Reconhecer a sobrecarga é um primeiro passo importante. O segundo é compreender que parar não é sinal de fraqueza. Muitas vezes, é uma atitude de consciência e cuidado consigo mesma.
Algumas escolhas simples podem contribuir para uma rotina mais equilibrada:
1. Aprenda a dizer “não” quando necessário: nem toda demanda precisa ser assumida por você. Escolher o que merece sua energia também é uma forma de cuidado.
2. Crie momentos de desconexão: alguns minutos longe das telas, principalmente antes de dormir, podem ajudar a diminuir o excesso de estímulos do dia.
3. Faça pequenas pausas: entre uma tarefa e outra, permita-se alguns minutos para respirar, perceber como você está e voltar ao momento presente.
Você não precisa dar conta de tudo para provar sua força.
Talvez o verdadeiro equilíbrio comece justamente quando deixamos de tentar controlar tudo e passamos a escolher, com mais consciência, aquilo que realmente merece espaço em nossa vida.
E fica uma pergunta:
Você tem respeitado os seus limites ou só percebe que precisa parar quando já está exausta?






