SEM RESERVA – PL LOCAL E 2028

A vitória de Flávio Bolsonaro em Sete Lagoas, com mais de 70 mil votos, animou o diretório local do Partido Liberal (PL) e fortaleceu as articulações da sigla de olho na Prefeitura em 2028. O partido já trabalha com força essa possibilidade e conta, inclusive, com o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira, que conquistou mais de 43 mil votos no município.

NOME SERÁ DEFINIDO

Um dos nomes naturais do PL para a disputa é o vereador Ivson Gomes, que obteve 20.268 votos na cidade e 32.733 no total na eleição para deputado estadual. Mas a disputa interna não está definida. Integrantes do diretório confirmam que outras possibilidades serão avaliadas, já que o partido deve receber filiações de lideranças e empresários de direita com experiência e articulação política para entrar na corrida pela Prefeitura.

FOGUETAÇO INTERROMPIDO

Um comerciante de Sete Lagoas, que pediu anonimato, confirmou ao SETE DIAS a grande procura por foguetes em sua loja no último domingo. Caixas de fogos de artifício foram vendidas aos apoiadores de Flávio Bolsonaro, que já preparavam a comemoração da vitória. Cada caixa de foguetes de 12 tiros custou R$ 50.

LEI INÓCUA

Muita gente desconhece, mas a Lei Ordinária nº 10.173/2025 proíbe, em Sete Lagoas, tanto a comercialização quanto a soltura de fogos de artifício e artistas pirotécnicos que produzem um estampido ruidoso. A medida busca proteger a saúde pública e o bem-estar de pessoas expostas à poluição sonora, como crianças, idosos, pacientes internados, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de animais domésticos e silvestres. A pergunta que fica é: a lei está sendo efetivamente fiscalizada ou existe apenas no papel?

MAIS 14 MIL VOTOS

A mobilização pela reeleição de Lula (PT) em Sete Lagoas resultou em 14.129 votos a mais para o petista no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua votação em 6.023 votos no município. Minas Gerais foi o único estado em que Flávio venceu no primeiro turno, mas perdeu no segundo. Por trás da virada, uma mobilização popular que ocupou as redes sociais e as ruas a partir de 5 de outubro.

SETE LAGOAS PROGRESSISTA

O grupo Sete Lagoas Progressista, que atua na cidade desde as mobilizações contra a PEC da Blindagem, em 2025, organizou e liderou as ações de segundo turno em apoio a Lula. Mais de 1.200 apoiadores se mobilizaram em torno da iniciativa, que reuniu lideranças de diferentes correntes políticas e movimentos sociais. A agenda incluía duas passeatas pelo Centro, panfletagens, ações de vira-votos nas ruas e nas redes sociais e uma carreata. Participaram representantes dos movimentos LGBT+, negro, estudantil, hip-hop e antifascista, além de professores, lideranças religiosas e influenciadores digitais.

MULHERES À FRENTE E APOIO DE BRASÍLIA

A união local foi liderada por mulheres do Coletivo Várias Marias e do Partido dos Trabalhadores. Pelo Várias Marias, serviram à frente de Maria Paula Monteiro, Flávia Augusta, Tamara Dutra e Lohany Marques. Pelo PT, participaram a presidente local, Bruna Raposo, Priscila Horta e Lígia Valadares. Na reta final, o grupo também contou com o apoio de Philippe Silva, petista de Sete Lagoas e assessor técnico do Ministério da Saúde, que participou de articulações relacionadas ao início das obras do CAPS III no município.

O JEITO CLEITINHO!

O portal O Fator publicou, na terça-feira (27), uma reportagem sobre as articulações do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) para participar da indicação do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). Apesar de pertencer ao mesmo partido de Cleitinho Azevedo, Cunha recebeu uma resposta irônica do governador eleito, publicada na própria página do portal: “Eu também sempre fiquei de olho em jogar no Cruzeiro e nunca consegui”.

NÃO ELEITO

Cunha disputou uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais e recebeu 32.075 votos, e não se elegeu. Os republicanos conquistaram três cadeiras, ocupadas pelos reeleitos Gilberto Abramo e Bruno Farias e por Gleidson Azevedo, irmão gêmeo de Cleitinho. No jogo político, vestir a mesma camisa partidária não garante vaga no time titular.

ATÉ 8 DE JANEIRO

Eleitores e eleitoras que não votaram no 2º turno das Eleições 2026 têm até dia 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência nas urnas. A justificativa dentro do prazo não tem custo e pode ser feita pelos seguintes canais: e-Título, Autoatendimento Eleitoral ou cartórios eleitorais. Para justificar, é necessário apresentar um documento que comprove o motivo da ausência, como uma passagem aérea ou atestado médico, por exemplo. O pedido de justificativa será, então, analisado pelo juiz ou julgamento da zona eleitoral em que o eleitor for registrado.

MEMÓRIA POLÍTICA NACIONAL

Em tempos de eleições, sempre vale a pena lembrar essa história, contada por Lucas Henrique Barbosa em seu perfil no twitter @lucaslhbl, sob o título Entendedores entenderão:

“O paladino FHC conseguiu a proeza de perder uma eleição para a Prefeitura de São Paulo para o já idoso Jânio Quadros e a sua velha vassourinha.

O problema é que ele estava tão convencido da vitória, que aceitou posar sentado na cadeira do prefeito para a revista Veja, sob o acordo de que as fotos só seriam publicadas caso ele vencesse a eleição.

Como se viu, o acordo não impediu que a imagem fosse divulgada: o jornal Folha de S.Paulo publicou a fotografia na primeira página justamente no dia da votação. Ao tomar posse, após derrotar Fernando Henrique Cardoso, em 1º de janeiro de 1986, Jânio desinfetou com álcool, diante da imprensa, a cadeira do prefeito, alegando que ela havia sido ocupada por “nádegas indevidas”.