CHICO MAIA – Que beleza: “nova” fórmula!

Para o Campeonato Mineiro 2027. Algo mudou, para continuar tudo do mesmo jeito!

Frase de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957), pensador italiano, autor de “O Leopardo”, obra que narra a decadência dos nobres na Itália:  “Algo deve mudar para que tudo continue como está”.

Os clubes e a Federação Mineira de Futebol definiram terça-feira que o estadual do ano que vem terá os 12 integrantes divididos em dois grupos de seis, trocando o formato atual, em que os times eram divididos em três chaves de quatro.

É a continuidade da nobre decadência do futebol brasileiro com seus estaduais que nada acrescentam técnica e financeiramente a nenhum clube, nem grande, médio ou pequeno, nesse tipo de formato.

A mesma ladainha

Repito o que digo todo ano a respeito deste assunto: os estaduais devem continuar existindo, por dezenas de motivos, mas deveriam ser disputados nos moldes da Copa do Mundo. Todos os times profissionais do estado, à exceção dos quatro primeiros do ranking, jogariam o ano inteiro, de forma regionalizada, eliminatórias para se classificarem 28. Aí, durante um mês, incluindo os quatro primeiros do ranking (onde entrariam Atlético, Cruzeiro, América e mais um), decidiriam o título, em oitavas e quartas de final, semifinais e final.

Pronto

Os times do interior jogariam durante o ano inteiro, revelariam jogadores, já que não teriam preocupações com rebaixamento. Os da capital ficariam de olho em possíveis talentos, como antigamente, não fariam jogos inúteis e desgastantes, além de ganhar mais dinheiro com rendas e direitos de TV.

Campeonato regionalizado

Também nos moldes da Copa, a disputa poderia ser a cada ano em uma região do estado. A primeira edição seria no Triângulo, a segunda no Norte, a terceira no Sul, a quarta nos Vales do Aço, Rio Doce e Mucuri, a quinta em Belo Horizonte e região central e depois novamente no Triângulo e o revezamento continuaria.

Sugestão dada

Em 2017, dei essa sugestão, pessoalmente ao Marcelo Aro, que na época era diretor da CBF, além de irmão do presidente da FMF e deputado federal.

Ele disse que a ideia era “até boa”, mas que esbarrava na legislação, Estatuto do Torcedor e etecetera e tal.

Insisti: é só mudar a legislação. __ É complicado, dá muito trabalho, demora, mas quem sabe? – Respondeu ele. E nunca mais falou-se no assunto.

Mas a ideia continua. O atual presidente da FMF, Castellar Neto, já foi presidente lá, diretor da CBF, é dos quadros da cúpula jurídica da FIFA, foi senador por alguns meses e continua amigo e aliado político do Aro e do mundo político. Ou seja: se tiver interesse em mudar de verdade, é só querer, já que tem estatura para isso.

Sem torcidas nos estádios

A propósito, sábado passado, dia 24, jogaram Cruzeiro x Atlético, partida de volta pela semifinal do Brasileiro Sub-17, na Arena do Jacaré. Quem vencesse iria para a final. Jogo de ida foi 0 a 0 na Arena MRV.

O atleticano Ângelo chegou à bilheteria, devidamente vestido com a camisa do Galo, mas foi barrado, já que era jogo pra “torcida única”.

Pode isso, gente? Num estádio para quase 20 mil pessoas, jogo Sub-17, sábado à tarde, torcida única. A partida de ida também foi.

Nenhum argumento convence a ninguém que tenha bom senso para justificar um negócio desses. Segurança? Não é possível, né?

Sobre o jogo, o Cruzeiro venceu por 3 a 0 e vai decidir contra o Corinhtians, sábado, 31 no Itaquerão, e terça-feira, dia 3, às 21h30 no Independência.

Democrata 2027

No novo formato do Campeonato Mineiro, o nosso Democrata está no Grupo B, do Cruzeiro, com também, América, URT, Uberlândia e Itabirito.

Vai enfrentar os do Grupo A: Atlético, Pouso Alegre, North, Tombense, Betim e Villa Nova, na luta por uma das duas vagas para a fase decisiva.

Ainda não justificou

Contratado para ser reforço e protagonista, Gerson se arrasta no Cruzeiro e acumula vaias. Depois de durar apenas seis meses no Zenit, da Rússia, foi a contratação mais cara da história do futebol brasileiro, em janeiro de 2026: 27 milhões de euros (R$ 169 milhões), mais bônus por metas de € 3 milhões (R$ 18,8 milhões), salário m torno de R$ 3 milhões e contrato até o fim de 2030. Valores só superados, semanas depois, pelos do Lucas Paquetá, que o Flamengo buscou no West Ham, da Inglaterra, por R$ 315,669 milhões (42 milhões de euros), contrato também até dezembro de 2030.

Fim da paciência

Contra o Remo, quando foi substituído pelo Bruno Rodrigues, aos 38 do segundo tempo, Gérson tomou uma sonora vaia, saiu com cara de nenhum amigo e se recusou a estender a mão para o técnico Artur Jorge. Recebeu este duro comentário dos cruzeirenses do perfil Redação 5 Estrelas no twitter:

@Redac5estrelas “Se tiver achando ruim, pede pra sair, arruma outro trouxa pra pagar seus 3 conto por mês e some.

Você tem menos relevância na história do Cruzeiro do que William Machado e Neto Moura, Gerson.

Aliás, você deveria agradecer todos os dias ao Cruzeiro porque tiveram pessoas aqui que acreditaram em você e tentaram salvar sua carreira. Que você destruiu junto com seu pai por ganância.”

Altos custos, péssima logística

A falta de bom senso impõe dificuldades gigantes a torcedores para finais de Sul-Americana e Libertadores. Nosso continente não se resume à região Sudeste do Brasil e à Argentina, Uruguai e Paraguai, que mesmo assim não têm ligações de transporte ferroviário, nem voos baratos e abundância.

A ideia mais infeliz da história da Confederação Sul-Americana de Futebol – CONMEBOL -, foi essa de imitar a UEFA, com jogo único e país neutro nas finais das duas competições internacionais mais importantes do continente.

Longe e cara

No grupo Aerogalo, coordenado pelo Bruno Diniz, de histórico de grandes caravanas de sucesso acompanhando o Galo pelo continente, algumas ponderações interessantes de atleticanos:

“__ Logística péssima, preços nas alturas. Vai inviabilizar a ida de muita gente

__ Não sei se já abriram o Mapa Barramquilla fica mais distante do que a cidade do Panamá. Fica mais acima.

__ 7.500 Km de distância de Belo Horizonte. Quase chegando no extremo norte da Venezuela com Aruba.

__ Fui pra Cartagena em fevereiro, uma canseira os voos. Daqui pra São Paulo, São Paulo pra Lima, Lima/Cartagena.

__ Não teremos torcida de ônibus carro etc… tem que atravessar selva balsa etc… Impossível. Já é quase América Central.

__ De onde a Conmebol tirou a ideia de fazer a final em Barranquilla, meu Deus?

__ Isso é jogo de empresários com ctz.

__ Pior é os clubes concordar com isso, assinar uma final quase em outro continente.

__ Não é só o money; é papel de idiota que fazem com o torcedor!”

Duas das figuras mais conhecidas e queridas da cidade. Um com patroa e outro com a filha: Zé Élio (esquerda) com a esposa Libânia; Tonico Cabeção, do Fórum, com a filha Sofia. Na feijoada beneficente do Jovem Aprendiz, no Clube Náutico, dia 18 de outubro.

A simpatia da Marília, da tradicional banca de jornais da Praça Dom Carmelo Mota, entre o Bernardo (esq.) e o Tião do Táxi.

Em Fazenda Velha o Bar do Waldir é o mais escondido (entre a Igreja e o campo de futebol), o menos famoso e só abre aos sábados e domingos. Porém (sempre tem um porém, né?), é difícil ter cerveja mais gelada que a dele, lá e em toda a região; tira gosto da melhor qualidade, e histórias que só o Waldir sabe contar. Com ouvintes atentos, como os irmãos Fernando (esq.) e Renato Paiva.

Outro detalhe: até outro dia, só aceitava dinheiro vivo, “cash”; nada de cartão de débito, crédito nem PIX. Porém (de novo), em função dos novos tempos, da demanda e da pressão, finalmente o PIX passou a ser aceito.

Vale demais a pena conhecer!

Professor Guilherme, Felipe, Seu Luiz, o “locutor que vos fala”, Seu Arnaldo e Rodrigão do Gás. Com o calorão dos últimos dias, esses “meninos” da turma do pilates, da fisioterapeuta Glauzi Abreu, saíram para matar a sede, na última quinta-feira, direto da academia para a vizinha Churrascaria Três Marias, na Rua Major Castanheira.

Rodrigão contando à patroa Júnia, da Minasgás, o esforço, as dificuldades de certos exercícios e os benefícios da prática do pilates, ajustando o esqueleto de todas as idades.

ECOS DO PASSADO

O Huracan de Sete Lagoas já teve um dos mais temidos times de futebol de salão do Brasil, nos anos 1970/1980. Nesta foto, nos tempos em que o clube era na Rua Niterói, o juvenil de 1960. A partir da esquerda, o hoje Dr. Otávio, Oromar, Mindóia, Lindolfo, Domingão e Cassota; Moreira, Delano, Zé Maria, Adilsão e Cláudio. O técnico, que não está na foto, era o Vila Nova.