Chico Maia – Mais uma Copa, em novos tempos da Comunicação

A partir dessa coluna, até o fim da Copa do Mundo o nosso contato será direto dos Estados Unidos, México e Canadá. Que prazer e honra estar cobrindo minha 11ª Copa, presencialmente, e dessa vez com a novidade de estar quase 100% no mundo digital.

Sim, os veículos impressos estão dando lugar a portais, sites, redes sociais e todas as demais plataformas possibilitadas pela internet.

O SETE DIAS é um dos heróis da resistência como impresso, há 35 anos, toda sexta-feira, ininterruptamente nas bancas, residências para os assinantes e demais pontos de venda.

Obviamente, também está no mundo digital com o 7diasnews.com.brsetedias.com.br e respectivas redes.

Em 2022, no Catar, o mundo digital já tinha tomado conta, mas agora é quase que 100%, e tenho a satisfação de convidá-los a acompanhar meu trabalho de forma exclusiva nos portais e redes do Mart Minas, o maior atacado e varejo de Minas Gerais, que me leva para uma Copa, em mais uma missão especial: acompanhar de perto tudo o que acontece nos bastidores da competição.

Diariamente vou mostrar o dia a dia de Nova Iorque/Nova Jersey, onde será minha base, e Toronto e Cidade do México, onde irei também. No portal e redes do www.martminas.com.br , mais instagram, tik-tok, twitter e facebook, “De Olho na Copa”.

Giro da Copa Absolut

Outra novidade que me honra muito é que estarei nas plataformas da Absolut Nutrition (www.absolutnutrition.com.br), uma empresa de Sete Lagoas que se destaca nacionalmente, especialmente no ramo de suplementos alimentares e alimentação saudável, ao lado de um gigante do esporte brasileiro, o Rogério Correia Nogueira, o “Minotouro”, um dos maiores lutadores brasileiros de artes marciais mistas, e o ótimo produtor de conteúdo Victor Martins

@semfiltro_acabouoamor.

Mostrando curiosidades, histórias, personagens e o dia a dia das cidades e pessoas envolvidas com a Copa do Mundo 2026.

Acesse também @absolutnutrition @mateusabsolut86 @semfiltro_acabouoamor @minotouromma

@atacadao.maromba

Uma cobertura diferente

Além das plataformas do SETE DIAS, em Sete Lagoas, estaremos na Rádio Musirama e o instagram.com/eventos_setelagoas, do Caetano Vilaça, filho do amigo jornalista Álvaro Vilaça, que já é um destaque regional nessa revolução do mundo digital que o planeta vive.

A primeira, muito especial!

Saindo de casa, na Rua Antônio Batista, 280, Bairro Boa Vista, demos uma passada na casa dos meus avós, Francisco Sabino Maia (o Chico Maia original) e Raimunda Ferreira Maia, pais da minha mãe, Terezinha.

Comigo no carro, a minha mãe e o meu pai, Vicente Barbosa Duarte. No volante, meu irmão, Gilmar. Seu Chico e Dona Raimunda moravam na rua Piauí, a três quarteirões da nossa casa. Meu irmão Gilmar dirigindo. Era 30 de maio de 1986, antes de pegarmos a estrada para o Aeroporto de Confins, para a cobertura da minha primeira Copa do Mundo, no México, em 1986.

Infelizmente meus avós e meu pai já se foram, mas a vida segue. A minha mãe continua ótima, em seus 96 anos de idade, ligada, acompanhando tudo de perto.

Edições passadas, grandes ídolos e companheiros

Em Paris, 1978, no dia em que um cruzeirense quase saiu no tapa com José Roberto Wright

Uma foto e muitas histórias. Esta foto foi durante a Copa da França, em Paris, onde estou à esquerda o ex-árbitro José Roberto Wright, Paulo Marinho (jornalista do O Dia) e Casagrande que iniciava a carreira de comentarista na Globo.

O autor da foto é o Renato Deoud (Zulu), barbacenense que nos deu a honra de escolher Sete Lagoas para viver. Ele também morou em Paris e durante a Copa de 1998 dava as dicas de bares para conhecer após os treinos e jogos da seleção brasileira. Fomos ao bar do hotel em Montparnase, que era o ponto de encontro de grande parte da imprensa brasileira que estava em Paris.

Papo vai, papo vem, depois de algumas horas e muitos copos, Renato que, por incrível que pareça, é cruzeirense doente, inicia essa conversa com o José Roberto Wright:

__ É Wright, você só não pode ir é em Belo Horizonte, né?

__ Ora, porquê!?

__ Uai, a torcida do Atlético é doida pra te pegar!

__ Não estou entendendo essa conversa?

__ Não está entendendo o quê? Já esqueceu do Serra Dourada?

__ Aquilo é passado, eu estava certo e este papo não está me agradando!

__ Ora, ora, o quê isso sô! Aquilo foi uma das maiores garfadas da história do futebol?

__ Repete, se for homem!!!

__ Repito com todas as letras: ladrão!!!

Vixe! O tempo fechou. Wrigth com quase dois metros de altura partiu pra cima do Renato que é do mesmo tamanho e o encarou. Entre empurrões, palavrões e troca de ameaças foi uma dificuldade evitar que a troca de socos acontecesse. Com a mesa virada, entre jornalistas e seguranças uns dez conseguiram apartá-los e levar cada um para um um lugar bem distante do outro.

O Renato é esta grande figura, no tamanho e no coração; um grande ser humano.

Nós num bar indicado por ele, em frente à Universidade de Sorbone, que ele frequentava nos tempos em que morou em Paris

A Copa improvável

Na última Copa, a experiência fantástica num país de cultura completamente diferente, que é o Catar e que muitos “profetas do acontecido” garantiam que não daria certo. Pois, foi excelente, em todos os aspectos. Estrutura, bom futebol e nenhum incidente.

E passeios inusitados, como este, ao lado do Thiago Nogueira, em jornal O Tempo, atual assessor de imprensa do Mineirão

Chegando

Satisfação de rever e poder cobrir um grande evento como essa Copa, em três países, com companheiros como o mineiro Mário Marra (centro) e o paulista Mendel Bydlowski, excelentes jornalistas da ESPN, com quem me encontrei no Aeroporto de Guarulhos. Eles indo para Atlanta, eu para Miami/Nova Iorque.

Com o “Canhotinha”

Aqui, com o Fernando Fernandes, que era e continua sendo do Grupo Bandeirantes, Juarez Soares (que nos deixou no dia 23 de julho de 2019), aos 78 anos de idade, e Gérson o grande comandante do meio campo da seleção tricampeã no México em 1970. Continua na ativa, excelente comentarista da Rádio Tupi do Rio, e numa forma física impressionante para quem tem 85 anos de idade. Ativo também no twitter (75,7 mil seguidores) e no Instagram, @canhotinha70 onde tem 497 mil seguidores.

Esta foto foi durante um treino da seleção na Universidade de Santa Clara. O time do Carlos Alberto Parreira, que viria a ser tetra nos Estados Unidos em 1994.

A credencial da Copa dos Estados Unidos de 1994, maior média de público da história, que jamais será batida, com o mesmo número de seleções, já que os estádios do mundo diminuíram a capacidade, em nome da segurança.

Surgimento do fenômeno

Depois de treino da seleção na Universidade de Santa Clara, na Califórnia a caminho do tetra nos Estados Unidos em 1994.

Eu, “Ronaldinho do Cruzeiro”, Pedro Bial e Jaeci Carvalho.

Ronaldo não foi escalado em nenhuma partida pelo técnico Parreira, mas seu nome já era apontado como uma futura estrela mundial.

Ainda não tinha o apelido de “Fenômeno”, dado pela torcida da Inter de Milão três anos depois. Ainda tinha contrato com o Cruzeiro, mas já estava vendido para o PSV Eindhoven (Philips Sport Vereniging), da Holanda, porém, ninguém sabia.

A saudosa colega Fabíola Colares, então no jornal Hoje em Dia, foi quem descobriu, durante a Copa, e informou em absoluta primeira mão. Óbvio que a notícia soou como uma bomba em Belo Horizonte, onde o presidente César Masci desmentiu peremptoriamente, acusando a jornalista de estar “fazendo onda”, com o objetivo de tumultuar o clube. Disse que a processaria ao jornal, caso não houvesse um desmentido no dia seguinte.

O editor-chefe, Rogério Perez, estava lá na cobertura também e a questionou. Ela sustentou a informação, pois tinha gravado a fonte, fortíssima, que a informou. O jornal não desmentiu, Masci rompeu com o Hoje em Dia, proibiu a entrada de seus repórteres na Toca da Raposa.

A Copa acabou, o Brasil foi tetra e o Ronaldo nem voltou a Belo Horizonte para buscar as coisas dele. Das comemorações do título em Brasília ele foi direto para o Rio e nos dias seguintes para Eindhoven, onde se apresentou ao seu novo clube.

Nem a Fabíola nem o jornal foram processados, os repórteres do Hoje em Dia em momento algum foram barrados na Toca da Raposa e o César iniciou a contagem regressiva para terminar o seu mandato e passar a bola para o Zezé Perrella. Os valores da venda do Ronaldo foram motivo de contestação, o time despencou no brasileiro e quase foi rebaixado.

Breve contarei aqui como a Fabíola apurou a venda do Ronaldo.

Fabíola foi pioneira entre as mulheres, na cobertura diária de um clube. Infelizmente nos deixou precocemente. Jornalista raiz, se cansou do dia a dia das redações, se tornou empresária/lojista, em Fortaleza, onde morava. No dia 19 próximo, completaremos dois anos sem ela.

Escrevi aqui no blog sobre ela quando tomei conhecimento de sua partida: “… A primeira reação que temos sobre a perda de alguém querido é de incredulidade. Não quis acreditar quando o amigo jornalista dos tempos do jornal Hoje em Dia, Clésio Giovani, me informou que ela tinha partido. Andou sentindo umas dores de cabeça, procurou médico, fez exames e nada de anormal fora encontrado. Mas, dormiu ontem e não acordou hoje!…

Na praia de Long Beach, em momento de folga na cobertura da Copa de 1994, quatro dias antes da final em Pasadena, Fabíola Colares fotografada pelo Orlando Augusto (na época da Rede Minas) e o mestre Rogério Perez em primeiro plano, em foto feita por mim.

Um dos maiores craques da França e do futebol mundial, Michel Platini foi o coordenador geral da Copa de 1998. Em 1994 ele atuou nos Estados Unidos como Embaixador mundo afora na divulgação e convite para que o mundo comparecesse à copa seguinte, que foi um sucesso fantástico, em todos os aspectos, e a França conquistou o seu primeiro título.