
mperdível para quem gosta de futebol e histórias da vida como ela é. Não gosto de textos longos, mas neste caso, não tem jeito e para não cansar nobres leitores e leitoras, dividi meu comentário a respeito em três partes, no blog www.chicomaia.com.br e facebook chicomaiablog. Confira a íntegra lá. Aqui, um resumo do que achei.
Entre todos os documentários que já assisti sobre astros do esporte, este está na prateleira de cima. Especialmente aos atleticanos, que “andamos” tão carentes de alegrias dentro e fora de campo, ótimo momento para matar saudade, se alegrar e se emocionar.
De 1908 a 2021
Para quem gosta de futebol e histórias da vida e para aqueles que teimam em querer fazer o atleticano acreditar que o Galo nasceu em 2021 e não em 1908. Aliás, agora entendi o porquê de o Atlético demorar tanto a sugerir o documentário em seus canais: o segundo episódio termina com a torcida chegando ao Independência, bandeirões tremulando e o grito “Eu acredito!!!” Era o Atlético que ainda não tinha dono, pertencia à torcida, em que torcedores se alternavam, eleitos por conselheiros, também torcedores, nada de “donos”, SAF e essa coisa que ainda não justificou a existência. Tempos do Alexandre Kalil presidente, chamado de “Papai” até hoje pelo Ronaldinho.
Milan, Grêmio e Flamengo
Ronaldinho Gaúcho tinha oito anos de idade quando o pai, João, morreu aos 42, dentro de uma piscina da casa que o irmão Assis acabara de receber do Grêmio, como parte da renovação do contrato dele. Este documentário, já tem a vantagem de ser uma minissérie, em apenas três episódios, que você assiste quase sem intervalo.
O terceiro episódio começa com a saída dele do Milan, a quase assinatura de contrato na volta ao Grêmio, que não aconteceu, porque o chefão do clube italiano, braço direto do presidente Sílvio Berlusconi, Adriano Galliani, disse na coletiva de despedida em Milão, que Ronaldinho deveria voltar ao Brasil para jogar no Flamengo, porque tinha as mesmas cores do Milan, e que ele gostava do Flamengo. Bastou isso para mexer com o clube carioca, que se mobilizou e tirou o Grêmio da parada.
Mostra a curta passagem dele pelo rubro-negro e os motivos da saída tumultuada de lá. A partir daí, só deu Galo no documentário.
Falácias de SAF
Parece um especial sobre o Atlético e Belo Horizonte, mostrando detalhes que pouca gente sabia sobre a fórmula encontrada para trazer para Minas Gerais um dos maiores gênios da história do futebol mundial. Aí cai a fala equivocada (pra não dizer um palavrão) de quem diz que se não fosse essa SAF “o Atlético teria acabado”. Mesma idiotice de quem diz que se não fosse o Ronaldo Nazário o Cruzeiro teria fechado as portas.
Barcelona e Atlético
Quem presta atenção nos depoimentos do próprio Ronaldinho, da mãe dele, da irmã e do irmão Assis, nota que o Barcelona e o Atlético são os clubes em que ele mais teve satisfação de jogar, por motivos distintos: optou pelo Barça, mais pelo desafio do que pelo dinheiro. O Manchester United oferecia mais, para ele se juntar a outras grandes estrelas e ser mais uma, num time que ganhava tudo naquela época. No Barcelona ele seria a estrela, que teria de jogar muito para tirar o time da fila de cinco anos sem ganhar o campeonato espanhol. Não deu outra. Ao aceitar jogar no Galo, a história se repetia: o dinheiro era infinitamente inferior ao que vários clubes de vários países lhe pagariam.
Sofrimento pela mãe
Em Belo Horizonte, Ronaldinho teria dois desafios: recuperar a própria imagem e cumprir a previsão do Cuca, feita ao irmão e procurador Assis: “estamos montando um time para fazer bonito na Libertadores, mas se eu tiver um 10, como o Ronaldinho, seremos campeões”. Dito e feito.
O Atlético foi o único time com quem a Dona Miguelina entrou em campo. Ela e ele falam da gratidão com a massa e com a diretoria. Ele elogia também Belo Horizonte e o carinho que recebia em todo lugar aqui, até dos cruzeirenses, a quem sempre respeitou. E a Libertadores da América era o título que ele não tinha em sua enorme sala de troféus em Porto Alegre.
Dois “papais”
Neste documentário o próprio Ronaldinho fala da conversa que ele e o irmão, Assis, tiveram com o então presidente do Atlético, na casa deles em Porto Alegre:
__ Papai Kalil falou tudo; direto, simples e verdadeiro. Por isso o chamo de ‘papai Kalil’, até hoje!”
O outro a quem ele chama de “papai” no documentário é Laurent Perpère, presidente do Paris Saint-Germain que o contratou em 2001.
O Galo no mundo
Como disse o ex-presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Rodolfo Gropen, países em qualquer canto remoto do planeta, que nunca ouviram falar do Atlético ou de Belo Horizonte e Minas Gerais, agora estão sabendo, assistindo e comentando sobre essa minissérie. Vale demais a pena assistir.
Embrapa Milho e Sorgo, 50 anos
Na coluna do dia 10 de abril registrei esta foto, do baile comemorativo dos 50 anos da Embrapa, porém faltou frisar que o cinquentenário é da unidade Milho e Sorgo, a nossa. A Embrapa nacional é três anos mais velha, e faz aniversário neste domingo, dia 26.

Na foto, no baile de 50 anos, o atual Chefe-Geral, Vinícius Pereira Guimarães, entre a Eliana Marques, do Sete Dias, Nádia Castilho, uma das secretárias das chefias da unidade, e a Rita Lopes, secretária que se aposentou recentemente.
Conterrâneos de sucesso

Que prazer acompanhar o sucesso de sete-lagoanos espalhados pelo mundo nas mais diversas atividades. Como essas duas feras da comunicação esportiva, Rubens Júnior (esq.) e Kenner Tarabal, que iniciaram carreira na Rádio Eldorado há quase 20 anos. Agora fazem sucesso em duas grandes rádios do estado e do país, Itatiaia e Fan FM 91,7.
E eles cobriram a estreia do Cruzeiro na Libertadores, em Guayaquil (Equador), na vitória da Raposa sobre o Barcelona. Rubinho já é do primeiro time da Itatiaia há algum tempo; Tarabal desde o ano passado se tornou narrador principal e setorista do Cruzeiro, recebendo elogios do público e dos colegas de profissão. Até o dono do Cruzeiro, Pedro Lourenço, foi para as redes sociais recomendar que a torcida cruzeirense ouça as narrações dele pela Fan FM. Uma nova emissora, que iniciou as atividades em 2025 na sintonia que antes era da Rádio Super e Rádio O Tempo.
D. Conceição do Pingo Doce
Ótimo rever a querida D. Conceição na primeira edição do Domingo no Parque, grande iniciativa do Sindicato Rural, que passou a oferecer uma ótima opção de lazer para as famílias: todos os domingos, uma feira no Parque de Exposições JK. Na foto, ela com o sobrinho Rodrigo Nogueira, presidente do Sindicato, que fez questão da presença dela na primeira edição da feira, dia 12 passado.

Uma das pioneiras da cidade na alta gastronomia, bufetts e festas. A lanchonete mais famosa de Sete Lagoas nos anos 1980, ponto de encontro da moçada, foi criação dela, “Pingo Doce”, na orla da Lagoa Paulino, quase esquina com Lassance Cunha.
ECOS DO PASSADO

Terça-feira o Bela Vista comemorou 96 anos e por meio dessa foto, a homenagem da coluna a essa nossa instituição gigante, que ainda espero ver de volta ao futebol profissional. No estádio Santa Luzia, que continua no mesmo lugar, majestoso. Durante a transmissão de um jogo do “Rela” (apelido do BV), pela nossa equipe da Rádio Cultura.
Atrás, em pé, o Elson, grande belavistano, um colaborador “faz tudo” no clube, que na época tinha o Cidú (Alcides Vieira) como presidente. Elson era um grande incentivador que eu tinha, amigo de quem tenho imensa saudade. À esquerda Geraldo Padrão, eu, e os saudosíssimos Fernando Alves e João Carlos de Oliveira. Meu último ano na Rádio Cultura em 1979, onde comecei como repórter e redator em 1974, levado pelo Padrão, a quem devo gratidão eterna. Fernando era o mestre dos narradores da cidade e o João iniciava na narração. Em 1982, eu e o João voltamos a trabalhar juntos, na Rádio Capital. A Itatiaia o contratou quase dois anos depois e cobrimos a Copa do Mundo do México 1986, ele pela rádio do Emanuel Carneiro, equipe do Osvaldo Faria e eu pela Inconfidência.





