É aguardado nesta quarta-feira (15) comunicado oficial do governo dos Estados Unidos a uma nova leva de tarifas a produtos brasileiros, com a possibilidade de inclusão do ferro-gusa, material que é a base da economia de Sete Lagoas e exportado para aquele país. Alguns veículos já adiantam que órgão do governo norte-americano já decidiram por impor novas taxações.

Segundo os EUA, a nova alíquota de 21% vem após uma investigação da Escritório do Representante de Comércio do país (USTR) acusando o Brasil de adotar “práticas restritivas” ao país, citando desmatamento ilegal, pirataria e o PIX. De acordo com a CNN Brasil, o chefe do órgão Jamieson Greer proporá ao presidente Donald Trump a aplicação do tarifaço, afirmando que o governo brasileiro teve “baixo empenho” nas negociações. A publicação ainda afirma que diversos produtos entrarão na lista de “novas exceções” à taxa.
O baque pode ser maior: em junho deste ano, foram anunciadas alíquota adicional de 12,5% para 60 países que falhariam no combate ao trabalho forçado, com o Brasil sendo incluso na lista.
Além das tratativas a nível oficial, na última semana representantes do setor guseiro se reuniram na USTR para evitar uma nova tarifação, apontando a grande dependência da matéria-prima vinda de fornecedores estrangeiros – 70% do ferro-gusa produzido no Brasil abastece as siderúrgicas dos Estados Unidos. Minas Gerais respondeu por 70,6% das exportações, com vendas de US$ 1,18 bilhão – em 2025, a produção nacional alcançou 5,3 milhões de toneladas.
O produto já é taxado em 10% – alíquota global implementada por Trump para ‘equilibrar a balança de pagamentos’ – com validade para o dia 24 de julho, caso o Congresso norte-americano não prorrogue sua vigência.





