Lula é reeleito presidente do Brasil em virada histórica

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25) e garantiu o quarto mandato de sua trajetória política à frente do Palácio do Planalto. A vitória foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando 97% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula somava 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Flávio Bolsonaro (PL).

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com o resultado, Lula se torna o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular. O petista, que completará 81 anos na próxima terça-feira (27), já havia governado o país entre 2003 e 2010 e retornado ao Planalto em 2023.

A eleição foi marcada por uma virada no segundo turno. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia terminado à frente, com 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula.

Natural de Garanhuns (PE), Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 e mudou-se ainda criança para o estado de São Paulo. Metalúrgico de formação, ganhou projeção nacional como líder sindical no ABC Paulista durante as grandes greves da década de 1970.

Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e, anos depois, iniciou sua trajetória eleitoral. Antes de chegar à Presidência, disputou três eleições presidenciais consecutivas, sendo derrotado em 1989 por Fernando Collor e em 1994 e 1998 por Fernando Henrique Cardoso.

A primeira vitória veio em 2002, quando derrotou José Serra no segundo turno. Reeleito em 2006, encerrou seu segundo mandato em 2010 com elevados índices de aprovação. Após deixar o cargo, enfrentou investigações e condenações no âmbito da Operação Lava Jato, que posteriormente foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo seu retorno à vida política.

Em 2022, voltou à Presidência ao derrotar Jair Bolsonaro. Agora, com a vitória sobre Flávio Bolsonaro, conquistou um novo mandato e permanecerá no comando do Poder Executivo até 2031.

Entre os principais desafios do próximo governo estão a relação com um Congresso de maioria oposicionista, o equilíbrio das contas públicas, a manutenção dos programas sociais e a condução da agenda econômica em um cenário de desafios fiscais e internacionais.

A posse para o novo mandato está prevista para 5 de janeiro de 2027.