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Reportagem especial: A batalha contra as infecções hospitalares

Profissionais da saúde e tecnologia unidos na luta pela segurança hospitalar.

Imagem: divulgação

No mês em que se comemora o Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares, destacamos o papel crucial do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).

Diante da crescente preocupação com a disseminação de infecções dentro de ambientes hospitalares, profissionais de saúde em todo o país intensificam esforços para fortalecer as medidas de prevenção e controle. Com o trabalho de excelência desenvolvido por especialistas, como a enfermeira Daniela Karla Evangelista Pereira, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), do Hospital Nossa Senhora das Graças, equipes multidisciplinares se unem para enfrentar esse desafio complexo.

Em entrevista para esta reportagem, Daniela esclareceu pontos fundamentais para a segurança de todos dentro do hospital.

A relação vital: Higienização das mãos e a prevenção de infecções

A relação entre a higienização das mãos e a prevenção de infecções hospitalares é fundamental para quebrar a cadeia de transmissão de patógenos. Com técnicas adequadas e o uso de produtos eficazes, profissionais de saúde e visitantes podem evitar a contaminação cruzada, reduzindo significativamente o risco de infecções nos ambientes hospitalares.

“As mãos são um veículo comum para a transmissão de microrganismos patogênicos. A higienização adequada remove esses microrganismos, interrompendo a cadeia de transmissão e prevenindo contaminação cruzada entre pacientes, profissionais de saúde e superfícies contaminadas”, explicou Daniela.

Em situações de surtos, a higienização rigorosa das mãos é crucial para controlar e reduzir a disseminação de patógenos, especialmente bactérias multirresistentes. Além disso, prevenindo infecções hospitalares, a higienização das mãos diminui a necessidade de uso de antibióticos, contribuindo para a redução da resistência antimicrobiana.

“A higienização das mãos é a primeira linha de defesa contra infecções hospitalares. Com medidas simples, podemos salvar vidas e garantir um ambiente mais seguro para todos,” reforça Daniela Karla Evangelista Pereira.

Dicas e cuidados durante visitas ao hospital

Para minimizar o risco de infecções durante visitas hospitalares, adote os seguintes cuidados:

1. Verificar políticas do hospital: Respeite horários de visitação e restrições específicas.

2. Evitar visitar se estiver doente: Adie a visita se apresentar sintomas de doenças contagiosas.

3. Higienizar as mãos: Lave as mãos antes e depois de entrar no quarto do paciente e após tocar superfícies comuns.

4. Usar máscara e equipamentos de proteção: Siga as instruções do hospital, especialmente ao visitar pacientes em isolamento.

5. Limitar o número de visitantes: Reduza o número de pessoas visitando simultaneamente.

6. Evitar Tocar Equipamentos Médicos: Não toque em dispositivos médicos ou equipamentos no quarto do paciente.

A importância da incorporação de novos métodos terapêuticos e tecnologias

A incorporação de novos métodos terapêuticos e tecnologias no tratamento e prevenção de infecções hospitalares é vital para melhorar a eficácia dos tratamentos e a segurança do ambiente hospitalar.

– Diagnóstico rápido e preciso: Tecnologias como biologia molecular e inteligência artificial permitem identificar patógenos rapidamente, facilitando a administração de terapias adequadas.

– Terapias personalizadas: Métodos como a terapia com fagos permitem tratamentos específicos para infecções resistentes.

– Higienização avançada: Sistemas automatizados de desinfecção reduzem a carga de patógenos em superfícies e equipamentos.

– Monitoramento contínuo: Sensores e big data ajudam a identificar surtos de infecção rapidamente.

– Redução da resistência antimicrobiana: Diagnósticos precisos garantem o uso adequado de antibióticos.

Medidas adotadas pelas unidades de saúde para prevenção de infecções hospitalares

As unidades de saúde adotam uma série de medidas para prevenir infecções hospitalares:

– Higienização das mãos: Campanhas de conscientização e disponibilização de álcool em gel.

– Protocolos de higiene e desinfecção: Limpeza rigorosa de superfícies e equipamentos.

– Isolamento de pacientes: Colocação de pacientes infectados em quartos isolados.

– Uso de equipamentos de proteção individual (EPIs): Máscaras, luvas e aventais são utilizados conforme necessário.

– Práticas assépticas: Técnicas rigorosas durante procedimentos invasivos.

– Monitoramento e vigilância: Coletas de dados e análises epidemiológicas para identificar tendências e surtos.

– Educação e treinamento: Programas contínuos de formação para profissionais de saúde.

Como atua o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH)

O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) é responsável pela prevenção e controle das infecções hospitalares. Suas principais atividades incluem:

– Monitoramento e vigilância: Coleta e análise de dados sobre infecções.

– Elaboração e implementação de protocolos: Desenvolvimento de políticas baseadas em evidências.

– Educação e treinamento: Capacitação contínua dos profissionais de saúde.

– Intervenções preventivas: Gestão de antimicrobianos e medidas de isolamento.

– Supervisão e avaliação: Auditorias regulares e avaliações de risco.

– Investigação e resposta a surtos: Resposta rápida a surtos de infecção.

– Inovação e melhoria contínua: Adaptação de novas tecnologias e participação em pesquisa.

Regulamentação do controle de infecção hospitalar

No Brasil, a regulamentação do controle de infecções hospitalares é estabelecida pela Lei n.º 9.431/1997 e pela RDC n.º 36/2013. Essas normativas estabelecem a estrutura e as práticas necessárias para a prevenção e controle eficazes, garantindo a segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento nos hospitais. Além da Portaria 2616/98, que rege o controle de infecção hospitalar e mantém a obrigatoriedade de um Programa de Controle de Infecções Hospitalares em todos os hospitais do país.

Em suma, a batalha contra as infecções hospitalares é travada em múltiplas frentes, com profissionais dedicados, tecnologia avançada e regulamentações sólidas. Com um esforço conjunto, é possível reduzir significativamente o impacto dessas infecções, protegendo vidas e promovendo um ambiente hospitalar mais seguro para todos.

Fonte: Ascom HNSG.

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