Editorial – Bem vindos, mas e aí?

A enorme quantidade de votos da região, a proximidade de Belo Horizonte, do Aeroporto Internacional de Confins e a “docilidade” (pra não utilizar a expressão mais aplicável) dos políticos locais (com raras exceções), fazem de Sete Lagoas ponto de visita obrigatório de todo tipo de candidato, em todos os escalões em ano de eleições estaduais e presidencial.   

Lagoa Paulino. Foto: Flávio Andreata

Eles sabem que serão muito bem recebidos e não passarão por nenhum constrangimento, nem enfrentarão nenhuma cobrança de alguma realização obrigatória por parte do estado ou da União que a cidade e região carecem há décadas.

Pelo contrário, serão bajulados pelos seus aliados e ignorados pelos opositores. Aqui é desse jeito!

Romeu Zema teve aqui um dos principais apoios em sua primeira candidatura ao governo de Minas, quase oito anos atrás. Prometeu que atenderia aos poucos anseios da população regional: a duplicação dos famigerados 36 Km da MG-424, de Sete Lagoas ao aeroporto de Confins; a conclusão e operação do Hospital Regional, e a pavimentação dos menos de 30 Km da estrada de terra até Araçaí, passando por Estiva e Silva Xavier. As obras do Hospital foram retomadas recentemente graças ao dinheiro do acordo com a Vale, pela tragédia de Brumadinho, e não se sabe quem bancará os milhões mensais do custeio do funcionamento.

As estradas continuam do mesmo jeito, sem perspectivas de que as promessas de Zema e de seus antecessores sejam cumpridas. Ele e o seu vice, “Professor Matheus”, candidato à sua sucessão, têm vindo muito aqui, em busca de votos, obviamente, de novo. Sempre bajulados, nada de cobranças.

Hoje, vem o presidente Lula, para visita à Iveco. Seus apoiadores aqui alardeiam que o governo dele está nos “dando” uma unidade do Campus do Instituto Federal de Uberlândia e duas creches.

Santo Deus! É muita indigência política e mental!